Grupo Um – Discografia

1976 – 1984
Bateria, percussão: Zé Eduardo Nazario
Pianos e teclados: Lelo Nazario
Contrabaixo: Zeca Assumpção
Rodolfo Stroeter

Sax, flautas: Roberto SionMauro SeniseTeco Cardoso 
Piano, piccolo, sax: Felix Wagner
Trumpete: Márcio Montarroyos
Percussão: Carlinhos Gonçalves

Texto de Zé Eduardo Nazário retirado do seu site oficial, assim como a maioria das fotos.

Começos

O Grupo Um nasceu, embrionariamente, em 1976, período em que eu, Lelo e Zeca formávamos a assim chamada “cozinha paulista” de Hermeto Pascoal. Durante os períodos em que Hermeto se ausentava para algum trabalho fora do Brasil, ou mesmo quando não havia shows programados, o trio se reunia em minha casa, na Rua Teodoro Sampaio, bairro de Pinheiros. Foi no porão daquela casa que começamos a criar uma linguagem musical própria, diferenciada daquela que era desenvolvida no grupo de Hermeto. Naquela época, tanto a linguagem da música eletrônica e eletroacústica quanto o uso da percussão de ponta já nos eram habituais, de forma que todas as composições e arranjos possuíam uma identidade própria.
Em julho de 1976, ao lado de Luiz Roberto Oliveira, eu e Lelo realizamos no MASP o primeiro concerto de música contemporânea com sintetizador eletrônico (um ARP 2600) de que se tem notícia no Brasil. A instrumentação contava com piano acústico e elétrico, fita pré-gravada (lançada a partir de um gravador), bateria e percussão – o que incluía, entre outras coisas, objetos diversos que eram quebrados dentro de uma enorme bacia. Até pausa para o café durante a performance havia!

Essa linguagem aberta e contemporânea sempre foi utilizada no Grupo Um, que também gravou trilhas para filmes (longas-metragens e científicos) e música para balé (Transformations, do coreógrafo japonês Takao Kusuno). Em 1977, ao deixarmos efetivamente o grupo de Hermeto, fizemos nossa primeira sessão de estúdio, no Vice-Versa B, de propriedade do maestro Rogério Duprat, já contando com a participação de Roberto Sion no sax soprano e Carlinhos Gonçalves na percussão. A gravação era feita em poucas tomadas, com todos tocando juntos, simultaneamente, ou seja – sem play back – como manda a tradição. O trabalho ficou bastante bom, e tentamos em seguida levá-lo às gravadoras. Perdemos meses, recebendo sempre respostas negativas – continuando, entretanto, a ensaiar e a produzir material novo, realizando algumas apresentações.

a. MARCHA SOBRE A CIDADE 

O trabalho com Egberto Gismonti que se iniciou em 1977 me obrigou a abandonar o projeto do Grupo Um por algum tempo, em função das viagens, ensaios, gravações…Ao retornar da turnê “Tropical Jazz Rock”, em maio de 1979, me desliguei finalmente do “Academia de Danças” e voltei a trabalhar com Lelo e Zeca, organizando outra sessão de gravação no mesmo Vice-Versa B, em São Paulo (que era tudo que nosso dinheiro podia pagar). Mauro Senise foi convidado, Carlinhos Gonçalves foi mantido, e dessa sessão (26 e 27 de setembro de 1979 – registrada quase efetivamente “ao vivo”: o lado “A” inteiro foi gravado em uma tomada!), surgiu o primeiro trabalho de música instrumental independente lançado no Brasil que se tenha notícia, o disco Marcha Sobre a Cidade, em uma modesta tiragem de 1000 cópias.

A estréia do trabalho foi no Teatro Lira Paulistana, que depois se tornaria o núcleo dos grupos independentes, fazendo história no Brasil durante os anos 80. Marcha Sobre a Cidade recebeu críticas excelentes (vide os recortes de jornais e revistas neste site) e foi apresentado para um público considerável, nas principais capitais brasileiras. Em 1983 o álbum foi lançado na França, pela gravadora Syracuse (capa diferente da original), onde o grupo realizou uma turnê (visitando também a Suíça), tendo participado do Festival de Jazz de Grenoble e tocado nas cidades de Toulouse, Montpellier e Paris – onde gravou um concerto no Studio 106 da Radio France e se apresentou na conhecida casa de jazz “New Morning”, além de ter gravado com o cantor e compositor francês Frederic Pagés o disco “Chansons Mètisses” – finalizando a turnê em Genebra.
Enfim, ao concluir Marcha Sobre a Cidade, primeiro disco independente de música instrumental lançado no Brasil, ao lado de meu irmão Lelo e dos parceiros Zeca Assumpção, Carlinhos Gonçalves e Mauro Senise, e com a repercussão que o trabalho alcançou de imediato, eu me sentia como se tivesse passado pelo buraco de uma agulha, ou como se iluminássemos um caminho escuro, abrindo uma picada pela qual outros poderiam também passar, se quisessem seguir por aquela trilha, que se tornaria uma nova estrada para lograr um objetivo maior, algo de muita beleza, com montanhas, riachos e cachoeiras, uma paisagem linda. Este lugar, ainda não explorado, situava-se além da fronteira do permitido, que era fortemente guardada pelos “baluartes” e “arautos” do colonialismo provinciano, que só abriam as portas para os que chegassem do exterior, mesmo que tivessem saído daqui, voltando depois com o selo de “importado”, para que pudessem ser “legalizados” e aceitos no meio artístico e no show business, principalmente em se tratando de música instrumental.

A experiência frustrante que tivemos com o boicote da música eletroacústica “Mobile / Stabile” no 1º. Festival de Jazz de São Paulo em 1978 (os organizadores do evento desligaram a fita pré-gravada durante nossa apresentação, obrigando-nos a parar de tocar e deixar o palco, sob a falsa alegação de estarmos ultrapassando o tempo permitido, enquanto artistas estrangeiros faziam apresentações intermináveis e ninguém os interpelava…) demonstrou claramente o corporativismo das gravadoras e da crítica “especializada”, que faziam parte de um “júri” na ocasião, tentando impedir a todo custo que chegasse ao ouvido das pessoas um “produto” que não lhes pertencia, que não compreendiam ou que os desagradava.

Ao contrário do que pudessem imaginar, houve uma grande repercussão com protestos em jornais e revistas de circulação nacional, fazendo com que o jogo virasse. Assim, passamos de “vilões” a “mocinhos”, com a imprensa nos procurando para conhecer a música que estávamos fazendo, que estimulava outros músicos e conquistava um público crescente após um período obscuro de nossa história, sobretudo para a música instrumental no Brasil.

Nesse envolvimento e compromisso com a música, surgiram novos companheiros, vibrando com a mesma intensidade e se aproximando de nós com uma vontade muito grande de fazer parte daquilo que estávamos realizando com originalidade e criatividade, renovando e representando uma evolução (ainda que em tempos de censura e repressão) em relação à música instrumental das décadas anteriores, e não um “revival” ou simples imitação, tão comuns no meio musical.

b. REFLEXÕES SOBRE A CRISE DO DESEJO

O ano de 1980 foi muito frutífero e gratificante para nós, porque mostramos nossas caras com nossos próprios nomes, sem a tutela ou o manto protetor de ninguém, fosse músico ou produtor. Estávamos conseguindo que as pessoas ouvissem e apreciassem nossa música “louca”, pois mesmo sem a entender de imediato, sentiam que havia uma grande riqueza e complexidade harmônica, melódica e rítmica, conseqüência de muito trabalho feito com alegria e energia positiva, e tocada com a habilidade de quem praticava a todo vapor, com o melhor condicionamento físico, mental, espiritual, em plena forma e no calor do momento.

Os músicos do Grupo Um tiveram mais visibilidade, o que gerou boas oportunidades para todos. Carlinhos Gonçalves recebeu um convite para tocar na Austrália, alargando seu horizonte profissional, permanecendo com sucesso por lá por muitos anos. Zeca Assumpção optou por mudar-se para o Rio de Janeiro, em vista das boas propostas de trabalho que surgiram. Em seu lugar ficou seu melhor aluno, que acompanhava de perto nossas apresentações, tornando-se a opção natural para substituir o grande baixista e amigo que por tantos anos esteve ao nosso lado nos palcos e na vida. O nome desse músico é Rodolfo Stroeter, que permaneceu conosco até a dissolução do grupo em 1984.

Felix Wagner também se juntou ao Grupo Um. Nascido na Alemanha e vivendo desde adolescente no Brasil (anos depois, radicou-se naquele país), paralelamente ele integrou com Lelo e Rodolfo o Symmetric Ensemble (dois pianos e um baixo). Músico talentosíssimo, Felix é compositor e toca piano, clarineta e vibrafone. No início de 1981 o Symmetric viajou para realizar uma série de concertos pela Europa, e coube a mim continuar o trabalho do Grupo Um durante aquele período. Além de Mauro Senise, participaram o pianista Nelson Ayres e os baixistas Evaldo Guedes em algumas oportunidades e Paulinho Soveral em outras, mantendo o grupo em atividade.

Ao retornarem dessa viagem, decidimos iniciar o trabalho para a gravação de nosso segundo disco, com novas composições que Lelo vinha desenvolvendo, algumas das quais durante a turnê com Felix e Rodolfo, que receberam novo tratamento com a inclusão da bateria e da percussão, e a magnífica colaboração de Mauro Senise nos sopros. Incluímos ainda Mobile / Stabile (aquela do Festival) e Vida, uma composição minha.

Desta vez optamos pelo Estúdio JV, dos músicos Vicente Sálvia e Edgard Gianullo, em São Paulo, que tinha um bom equipamento e contava com um excelente técnico, Sérgio Kenji Okuda (Shao-Lin), jovem mas com bastante experiência e atento às nossas necessidades para colher o melhor resultado possível. Em dois dias conseguimos gravar todo o material.

O disco “Reflexões sobre a Crise do Desejo” foi considerado pela revista Manchete um dos dez melhores álbuns de 1981, além de conquistar elogios em resenhas dos mais conceituados críticos de música da época, colocando a produção independente no mais destacado patamar até então atingido por qualquer músico ou grupo instrumental no Brasil.

 

Zé Eduardo Nazario, Lelo Nazario e Rodolfo Stroeter, 1982

c. FLOR DE PLÁSTICO INCINERADA 

Concluindo com a “Flor de Plástico Incinerada” esse período de oito anos de música com o Grupo Um iniciado em 1976, devo dizer que ficou a satisfação de ter realizado essa obra de cuja memória trago comigo as melhores recordações, a começar pela convivência que tive com todos os músicos que dele fizeram parte, que foi produtiva, intensa e motivadora, desenvolvida através de um processo de criação que era sempre muito divertido, gerando uma aura positiva, que permeou toda a nossa trajetória, e que continua viva até hoje, no meu trabalho do dia a dia.

Iniciava-se então o que chamo de “fase colorida” do trabalho do grupo, a começar pela capa do terceiro LP. Ao contrário das anteriores, “A Flor de Plástico Incinerada” tem sua capa em dois tons de azul. Depois de nossa apresentação em Salvador, no Teatro Castro Alves, eu costumava dizer por brincadeira que a capa do nosso disco se parecia com o mar da Bahia em dia claro e ensolarado!

Esse LP foi gravado em outubro de 1982, época que marcou o início de uma transição em nossas carreiras, em primeiro lugar por nos ter sido oferecido o custeio da gravação e da produção gráfica do novo disco pelo selo “Lira Instrumental”, criado por um acordo entre o Teatro Lira Paulistana em parceria com a gravadora Continental e artistas que vinham apresentando trabalhos com regularidade na programação do teatro localizado à Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, São Paulo.

Isso se devia ao notável crescimento dos grupos de música instrumental, que passaram a ser vistos como um “filão” comercialmente explorável. Nesse mesmo pacote foi a mim oferecido também o custeio da gravação e produção gráfica de meu primeiro disco solo, “Poema da Gota Serena”, que foi realizada no mesmo estúdio (J.V.) e no mesmo período em que foram feitas as gravações de “A Flor de Plástico Incinerada”. Além disso, foram oferecidas também as passagens para a nossa turnê européia, onde seria lançada a versão francesa do LP “Marcha sobre a Cidade” pela gravadora parisiense “Syracuse” .

Além da turnê pela Europa, que ocorreu nos meses de março e abril de 1983, simultaneamente aos lançamentos de “Marcha sobre a Cidade” na França, no Brasil eram lançados “A Flor de Plástico Incinerada” e meu primeiro trabalho solo “Poema da Gota Serena”. Além disso, o Grupo Um participou de várias apresentações no Brasil, dentre elas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, 3º. Festival de Música Instrumental da Bahia, Show de Aniversário da Cidade de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo (MASP), Show na Praia de São Vicente, Teatro Lira Paulistana, entre outros.

Foi um grande salto qualitativo em nossas carreiras, que naquele momento alcançaram o objetivo proposto, pelo reconhecimento ao trabalho realizado pelo Grupo Um com seus discos e shows, e pela efetiva colaboração na criação de um cenário muito mais promissor para a música instrumental no Brasil, não só em função do grande número de novos grupos que se formaram a partir de então, lançando seus próprios discos e originando uma nova geração de instrumentistas que podiam enfim sonhar novamente com a possibilidade de sobreviver com os frutos de seu trabalho artístico (o que alguns verdadeiramente conseguiram), mas também estimulando artistas renomados que se encontravam anestesiados ou adormecidos por acomodação ao sistema imposto, a retomarem projetos na área da música instrumental, que com o tempo passaram a florescer novamente.

Nesse terceiro LP houve também uma mudança na nossa formação. Teco Cardoso substituiu Mauro Senise, impossibilitado de vir a São Paulo com a freqüência necessária, e apesar da grande afinidade pessoal e musical que tínhamos, Teco preencheu de forma soberba essa lacuna, substituindo à altura nosso grande amigo músico, participando da gravação como convidado e permanecendo conosco até a dissolução do grupo. Felix Wagner, em razão de trabalhos paralelos em que estava envolvido, participou também da gravação como convidado.

Após a realização de “A Flor de Plástico Incinerada”, sentimos que o momento de transição havia chegado, pois todos nós estávamos, de alguma forma, produzindo trabalhos em diferentes situações musicais, e percebemos a necessidade de seguir nossos próprios caminhos, tão naturalmente como havíamos sentido a necessidade de realizar o trabalho com o Grupo Um, assim como um rio que se divide em seus afluentes, mas quis o destino que nos encontrássemos novamente, o mesmo quarteto formado por Lelo, Teco, Rodolfo e eu, com participação especial de Marlui Miranda, entre 1991 e 1998, com o nome de “Pau Brasil”. Dessa parceria, além de concertos, turnês e gravações, nasceu o premiado cd “Babel”, lançado no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Ao escrever essas linhas, recordando a música daquele período, ao lado dos irmãos Lelo, Zeca Assumpção, Carlinhos Gonçalves, Mauro Senise, Marlui Miranda, Márcio Montarroyos, Roberto Sion, Teco Cardoso, Felix Wagner, Rodolfo Stroeter, gostaria de agradecer aos músicos e a todos os que acompanharam de perto nossas apresentações e vêm apreciando nossas gravações, trazidas novamente aos ouvintes, interessados e estudiosos, graças ao excelente trabalho realizado pela Editio Princeps, ao atualizar e reafirmar a posição galgada pelo Grupo Um na História da Música Instrumental Brasileira.

 

A Volta:

A vanguarda do jazz brasileiro – Alexandre Agabiti Fernandez Nos tempos que correm – marcados pela regressão cultural, pelo cinismo descarado, pela colonização do desejo, em que os adjetivos tomaram o lugar dos substantivos –, a simples existência deste disco é uma proeza. Gravado no dia 20 de agosto de 2015 no Teatro do Sesc Pompeia, diante de uma plateia atenta e afetuosa, é o registro da noite memorável que marcou a volta do Grupo Um aos palcos depois de um hiato de 30 anos. Seu lançamento – pouco mais de um ano depois daquela noite – assinala outro fato marcante: os 40 anos da fundação do Grupo Um, provavelmente a mais radical afirmação da liberdade e da originalidade musical entre nós. Lelo Nazario e Zé Eduardo Nazario – os irmãos fundadores – e todos os músicos que contribuíram com o grupo ao longo dos anos criaram um amálgama único que expande os limites da experiência musical. Inventaram uma linguagem que combina o jazz fusion, o free jazz, a música erudita – com ênfase na música eletrônica e eletroacústica – e a riqueza da percussão afro-indígena, que nem por isso deixa de incorporar instrumentos de outras culturas. A resultante dessa proposta de vanguarda é sumamente inovadora, pois trabalha os parâmetros musicais “primários” (melodia, harmonia e ritmo) – que definem a organização sintática da música – e os “secundários” (timbre, dinâmica) com o propósito de criar uma sonoridade nova, marcadamente urbana (portanto, cosmopolita), que ignora fronteiras e hierarquias, em que o sintetizador, as tablas indianas e as fitas magnéticas pré-gravadas têm a mesma importância. Aos substantivos “liberdade” e “originalidade” usados acima para caracterizar a música do Grupo Um, se junta um terceiro: “densidade”. A música do Grupo Um não se entrega facilmente à fruição. Tem muita entropia, muita informação. Por isso solicita empenho do ouvinte. Mas quando a familiaridade se instala, o prazer é proporcional a esse comprometimento. O Grupo Um construiu sua reputação com shows – no Brasil e na Europa – e com os três LPs que gravou, felizmente reeditados em CD: “Marcha Sobre a Cidade” (1979) – pioneiro entre os discos de produção independente –, “Reflexões Sobre a Crise do Desejo” (1981) e “A Flor de Plástico Incinerada” (1982), todos muito bem recebidos pelo público e pela crítica especializada da época. A pequena mas significativa discografia cresce agora com este CD, que mostra o Grupo Um no esplendor de sua forma. Lelo (teclados e processos eletrônicos) e Zé Eduardo (bateria e percussão) pertencem ao restritíssimo clube de instrumentistas com dicção pessoal, donos de um fraseado claramente identificável. A esse grupo pertencem, por exemplo, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Naná Vasconcelos, Bill Evans, Ornette Coleman, John Coltrane, Thelonious Monk e Anthony Braxton. Além disso, Lelo e Zé Eduardo tocam juntos desde sempre, o que os levou a desenvolver uma verdadeira comunhão. Com sólida formação e extensa trajetória, o saxofonista e flautista carioca Mauro Senise, que participou dos dois primeiros LPs, é uma referência nesses instrumentos no Brasil. O multi-instrumentista e compositor alemão Felix Wagner – que aqui toca clarinete baixo e teclados – é outro antigo colaborador perfeitamente à vontade nessa permanente ebulição que é a música do grupo. Outro alemão, o contrabaixista Frank Herzberg estreia no Grupo Um no posto ocupado por nada menos que Zeca Assumpção, um dos maiores nomes do contrabaixo brasileiro. Herzberg impressiona pela ampla paleta de recursos expressivos, com o arco ou pizzicato, e pela sonoridade cheia. As dez composições do CD – a maior parte escrita por Lelo Nazario – apresentam um recorte interessante da produção do Grupo Um, com ênfase no repertório de “Marcha Sobre a Cidade”, integralmente revisitado. “Mobile/Stabile” e “Sonhos Esquecidos” foram gravadas, respectivamente, em “Reflexões Sobre a Crise do Desejo” e “A Flor de Plástico Incinerada”, enquanto “Velho Mundo Novo” figura no CD “Amálgama” (2014), do Duo Nazario, e “Fragmentum” é uma composição inédita de Felix Wagner. Para os fãs mais antigos, o CD é um registro histórico; para as novas gerações, é uma excelente introdução ao universo das sonoridades do Grupo Um, cheio de fúria, lirismo e rigor.

Grupo Um – Marcha sobre a cidade – 1979
LP lançado de forma independente em 1979, com segunda edição pelo selo Lira Paulistana. Lançado na França pelo selo Syracuse em 1983. Reeditado em CD pela Editio Princeps em 2002.
Grupo um marcha

TracklistHide Credits

1 [B(2)10-0.75-K.78]-P(2)-[O(4)/8-0.75-K77] 7:25
2 Sangue De Negro 4:33
3 Marcha Sobre A Cidade 10:23
4 A Porta Do ”Sem Nexo” 9:52
5 54754-P(4)-D(3)-0 3:06
6 Dala

Piano – Zeca Assumpção

4:00
Bonus Tracks
7 N’daê 2:50
8.1 Festa Dos Pássaros 11:10
8.2 C(2)/9-0.74-K.76

Credits

 

Gravado e mixado no Estúdio Vice-Versa B em 26 e 27/9/79 (faixas 1 a 7). Faixa 8 gravada e mixada no Estúdio Vice-Versa B em 1977.
Produtor Grupo Um
Operador de áudio Wagner
Assistente de estúdio Arquimedes
Corte Joaquim Gonçalves (Vice-Versa)
Capa original Luiz Manini
Desenho Zico Priester
Capa da edição Francesa Claude Goareguer e Thierry Lesage
Foto da contra-capa original Marcos Santilli
Masterização digital
para a reedição em CD:
Lelo Nazario no Utopia Studio

 

Download:

 

https://mega.nz/#!IwpHnTzQ!avKYavDTvhhOgyuGXqfCJW6nVWZJt9mzqbEi9rdEIz4

 

 

Grupo Um ‎– Reflexões Sobre A Crise Do Desejo…/ – 1981

 

LP lançado de forma independente em 1981. Reeditado em CD pela Editio Princeps em 2005

Grupo um reflexões

Tracklist

1 O Homem De Wolfsburg 5:03
2 America L 6:33
Vida (6:55)
3.1 A. N’Daê
3.2 B. Dadão
4 Mobile / Stabile 7:26
5 Reflexões Sobre A Crise Do Desejo 6:58
Bonus Tracks
6 Mata Queimada 5:58
7 O Homem De Wolfsburg (Alternate Take) 2:02
8 Reflexões Sobre A Crise Do Desejo (Alternate Take) 5:52

Credits

 

 

Gravado em junho de 1981 (13 e 14) no estúdio JV. Faixas 7-8 (bônus no CD): mesmas sessões do LP, versões alternativas. Faixa 6 (bônus no CD) gravada no estúdio Vice Versa B em 1977 para trilha de um documentário.
Produção Grupo Um /JV Criação e Produção
mixagem /
engenheiro de som
Sérgio Kenji Okuda (Shao-Lin)
mixagem da base
pré-gravada de
“Mobile / Stabile”
Flavia Calabi e Luiz
Roberto Oliveira
coordenação de estúdio
e programação visual (LP)
Lelo Nazario
fotos Eliana Laurie
concepção e arranjos
de bateria e percussão
Zé Eduardo Nazario
Masterização digital
para a reedição em CD:
Lelo Nazario no Utopia Studio

 

 

Download:

 

https://mega.nz/#!A8pk0TIS!D72bKM0p-0-jbBsZIE49AuC_Pw3_oq1Df0SyozHCiYA

 

 

Grupo Um ‎– A Flor De Plastico Incinerada – 1982

LP lançado pelo selo Lira Paulistana em 1982

grupoum

TracklistHide Credits

1 A Flor De Plastico Incinerada (I)

Narrator – Regina Porto

7:08
2 Duo 4:22
3 ZEN 6:43
4 A Flor De Plastico Incinerada (II) 12:26
5 Sonhos Esquecidos (…Para L.C.) 7:16
… Bônus
6 Olhos De Plexiglass (Inédita) 3:56
7 Sonhos Esquecidos (1° Take) 7:03
8 A Flor De Plastico Incinerada (II) (1° Take) 1:32

Credits

Notes

Remastered in April 2009
Gravado em 09/10 e 30/31 de Outubro de ‘82
O texto que antecede ‘A Flor de Plástico Incinerada (I)’ é de autoria de Luiz Nazario
Áudio / Efeitos especiais Sergio Shao LinEdelho Gianullo
Road-manager Alberto ‘Batata’ Monteiro
Capa Lelo Nazario

 

Download:

 

https://mega.nz/#!w1QBxZoS!we8Tt_plj41LwAbngcYqFXwy3qvdU-c4JiOOHx6–lM

 

 

Grupo Um ‎– Uma Lenda Ao Vivo – 2016

 

Gravado ao vivo no show do Festival no Jazz na Fábrica em 20 de agosto de 2015

grupo um ao vivo.jpg

TracklistHide Credits

1 [B(2)/10-0.75-K.78]-P(2)-[0(4)/8-0.75-K77] 6:52
2 Sangue De Negro

Written-By – Zé Eduardo Nazario

4:04
3 Marcha Sobre A Cidade 15:29
4 A Porta Do “Sem Nexo” 9:52
5 Dala

Written-By – Zeca Assumpção

6:02
6 54754-p(4)-d(3)-0 4:50
7 Fragmentum

Written-By – Felix Wagner

5:05
8 Mobile/ Stabile 11:01
9 Sonhos Esquecidos 8:30
10 Velho Mundo Novo 3:54

Credits

Notes

All compositions Lelo Nazario except as indicated

Released by Selo Sesc (Brazil, 2016).

Download:
Fotos:
Parte do Grupo um com Egberto Gismonti (o primeiro da esquerda pra direita)
Mauro Senise (clarinete), Zeca Assumpção (baixo acústico) e Zé Eduardo Nazário (bateria) eram a banda Academia de Denças
egberto_05
Zé Eduardo Nazário, Lelo e Rodolfo Stroeter

grupo um 4

Grupo Um em ação Lira Paulistana – 1981
grupo um 1.jpg
Aniversário de São Paulo – 1983
Grupo um 2.jpg
Mauro, Zeca, Felix, Lelo e Zé
grupo um 3
Norte Magnético 1976
Grupo um 5
Grupo Um com Hermeto Pascoal – MAM 1976
hermeto_02
Carlinhos Gonçalves, Zeca Assumpção, Marlui Miranda,
Zé Eduardo Nazario, Mauro Senise e Lelo Nazario. 1979
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Formação atual
grupo um sesc.jpg
Um dos meus grupos favoritos, a banda mais vanguardística do Brasil até hoje.
Fiquem co  2 grandes momentos deles, passado e presente
Repertório Popular Tv Cultura – 1980
Ao vivo no Sesc – 2017
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Buckethead – Monsters and Robots – 1999

Disco muito bom de rock experimental, funk metal, rap e outras pirações.

O bizarro e talentoso guitarrista virtuose acompanhado da cozinha do Primus (Les Claypool e Bryan Mantia) e mais Bootsy Collins, Dj Disk e outros músicos.

 

MonstersAndRobotscover.jpg

 

Monsters and Robots is Buckethead‘s fifth studio album, released April 20, 1999, by Higher Octave records. A large part of the album was co-written with Les Claypool, who also plays bass on several tracks and lends his vocals to the track «The Ballad of Buckethead».

Buckethead promoted the album by opening for Primus in October and November 1999.[2] Monsters and Robots is listed in the German National Library‘s catalog and is Buckethead’s best selling solo album to date.

Contents

 Track listing

No. Title Writer(s) Length
1. “Jump Man” Buckethead, Pete Scaturro 4:21
2. “Stick Pit” Buckethead, Les ClaypoolBryan Mantia 3:40
3. “The Ballad of Buckethead” Buckethead, Claypool, Mantia 3:59
4. “Sow Thistle” Buckethead, Steve Freeman, Bootsy Collins 4:30
5. “Revenge of the Double-Man” Buckethead, Claypool, Mantia, DJ Disk 3:34
6. “Night of the Slunk” Buckethead 5:43
7. “Who Me?” Buckethead 2:08
8. “Jowls” Buckethead, Scaturro, Mantia 4:26
9. “The Shape vs Buckethead” Buckethead, Freeman, Collins 5:40
10. “Stun Operator” Buckethead, Claypool, Mantia 4:17
11. “Scapula” Buckethead, Scaturro, Mantia 4:04
12. “Nun Chuka Kata” Buckethead, Claypool, Mantia, DJ Disk 4:30
13. “Remote Viewer #13” (Japanese edition bonus track) Buckethead, Claypool, Mantia, DJ Disk 4:18
Total length: 55:12

Notes

  • The songs “Jowls” and “Scapula” are both re-recorded versions of songs of the same names on Giant Robot (NTT).
  • The song “Night of the Slunk” has a similar riff as “Jump Man”, but longer with less distortion.
  • Version of the song “Revenge of the Double-Man”, named “Silent Scream” also appeared on the album The 13th Scroll released in 1999 by Buckethead’s side project Cobra Strike.
  • Content of the track “Revenge of the Double-Man” is a reference to an arcade game Sinistar.
  • “Scapula” uses several samples taken from the movie The Texas Chain Saw Massacre.

Personnel

Production

  • Tracks 1, 8, 11 recorded at Horn of Zeus.
    • Produced & mixed by Pete Scaturro & Rob Beaton.
    • [Jowls originally recorded by Howard Johnson @ Different Fur Recording]
    • Recording assistance on 8 by Mark Weber, on 11 by Mark Weber & Eric Ware.
  • Tracks 2, 3, 5, 7, 10, 12, 13 recorded at Rancho Relaxo studios.
  • Tracks 4 & 9 recorded at the Embalming Plant.
    • Produced by Extrakd.
  • Track 6 recorded at Orange Music.
  • Additional production on tracks 1, 4 & 9 by Bootsy Collins at Bootzilla Re-hab P-form School.
  • Mastered by Don E. Tyler at Precision Mastering.
  • A&R direction: Warren Schummer.
  • Design, illustration & photography: Dave McKean @ Hourglass.
  • Cover illustration for Buckethead No. 2: Bryan Frankenseuss Theiss.
  • Photographs on pgs. 3, 6, 7 & back inlay: Warren Schummer.
  • 3-d programming: Max MacMuffin.
  • Production manager: Gina Grimes.
  • Product marketing manager: Kenny Nemes.

 

Bootsy Collins, Buckethead, Eddie Griffin  e Snoop Dog

bucketheadplus.jpg

primus bucket.jpg

 

Download:

 

https://mega.nz/#!otpEWQoI!ditIjBZaXKo2F4j4Ro_n2h2SMahk5O9sudecsdGT78Y

 

 

Tim Maia – Raridades

 

 

Fiz uma compilação de raridades do mestre, só com faixas exclusivas de compacto, trilhas de novelas, participações e versões de suas canções.

Foquei mais o período dos anos 70 e começo dos 80.

 

 

Tim+Maia+++Seroma++1973

 

Download:

 

https://mega.nz/#!5kpU3RrB!jszCaPZUbUHsMVLjD2Hn-wSQhsSVIAH0_uLyLc6ELac

 

 

Fiquem com umas fotos e um vídeo ao vivo na TV Tupi em 1971 com ele arrasando no gogó e depois na bateria acompanhado pelo lendário Pedrinho Batera  do Som Nosso de Cada Dia (não é o Naná como dizem por aí).

 

Um dos seus primeiros compactos 1968

Tim compacto

 

tim_maia

 

tim maia batrera

 

Contra capa do compacto Chocolate de 1970 na foto embaixo Lanny Gordin no time que tocou nesse CP

Tim Maia lanny

Compacto Racional 1976

tim racional compacto

tim racional

 

tim

 

Odin Irgel Rock – 2017

Projeto solo de um grande amigo meu Rodrigo Nickel um dos maiores músicos que já tive a honra de tocar e ouvir.

Vai do jazz ao rock clássico, passando pelo progressivo.

ODIN IRGEL ROCK: é na verdade um anagrama construído a partir de RODRIGO NICKEL, onde ODIN faz referência ao grande Deus Nórdico, IRGEL é um nome de origem desconhecida que significa aquele que ajuda seu próximo através da arte e ROCK que remete ao estilo musical e também a um estilo de vida livre, sem preconceitos e sem barreiras.
RODRIGO NICKEL: saxofonista e compositor, formado em saxofone pelo Conservatório de MPB de Curitiba, já tocou e gravou com bandas como GOYA, CORDEL DE PRATA, CONFRARIA DA COSTA, VELHO 7, etc. Já se apresentou em diversos festivais pelo Brasil e se apresenta atualmente como saxofonista da banda de jazz e blues JELLY ROLL e da banda de FUNK e SOUL Dinamite Combo. Lançou seu primeiro disco em abril de 2017 intitulado ODIN IRGEL ROCK.

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Faixas:

! – Brisa de Verão

2 – Argento

3 – Estrada da Graciosa

4 – Para Ariel e Ucla

5 – The Beggar of the garden

6 – C’est Bizarre

7 – O vento na Terra Vermelha

Ficha Técnica:

Composição e arranjos: Rodrigo Nickel

Gravação e mixagem: Rodrigo Nickel

Masterização: Eduardo Bascheko

Fotografia: Tiago Nickel

Arte Gráfica: Renan Alves

Produção: Rodrigo Nickel

Músicos:

Rodrigo Nickel: Sax alto e tenor, flauta transversal, violão, guitarra, teclado e baixo elétrico.

Giva: bateria nas faixas 1,2,3 e 5

Massao Vinícius: bateria nas faixas 6 e 7

Thiaguera: voz na faixa 5

Agradecimentos: Manu, Tiago Nickel, Eduardo Bascheko,

Renan Alves, Giva, Massao Vinícius, Thiago José Gollin e Márcio Inglat.

Para saber mais sobre Odin Irgel Rock acesse:

https://www.facebook.com/odinirgelrock/

Todo este disco foi gravado através de um gravador digital KORG SOS SR1.

Download:

https://mega.nz/#!R8ojiJDQ!9CSEcaBPIp73b1_aIwtxl5eKDjjou18NujVhczR-Keg

Cortex – Troupeau Bleu – 1975

 

cortex.jpg

 

TracklistHide Credits

A1 La Rue

Lyrics By, Music By – A. Gandolfi*, A. Mion*

4:23
A2 Automne (Colchiques)

Arranged By – A. Mion*Lyrics By – J. Claude*Music By – F. Cockenpot*

2:35
A3 L’Enfant Samba

Lyrics By, Music By – A. Mion*

3:00
A4 Troupeau Bleu

Lyrics By, Music By – A. Mion*

5:00
A5 Prelude A “60 Round”

Music By – A. Mion*

3:52
A6 Go Round

Music By – A. Mion*

1:20
B1 Chanson D’Un Jour D’Hiver

Music By – A. Mion*

5:20
B2 Mary Et Jeff

Music By – A. Mion*

2:40
B3 Huit Octobre 1971

Music By – A. Mion*

4:22
B4 Sabbat (1ère Partie)

Music By – A. Mion*

1:00
B5 Sabbat (2ère Partie)

Music By – A. Mion*

3:15
B6 Sabbat (3ère Partie)

Music By – A. Mion*

0:26
B7 Madbass

Music By – A. Mion*

2:50

Companies, etc.

Credits

 

 

coertex contra.jpg

 

Cortex-Gills.jpg

Um disco muito bonito e relaxante dessa francesa de jazz fusion pro lado mais funk e lounge da coisa, com alguma influência até de bossa nova.

Linhas de baixo grooveadas e elaboradas, lindas harmonias de Fender Rhodes Piano e um lindo vocal feminino.

Conheci através de um sample do rapper britânico MF DOOM e fui atrás e pirei.

 

 

 

Download:

 

https://mega.nz/#!Vsg1STqA!dmGu5R6z9tOO7616_g1aBKUc59oUmZb83zRPGaEBR-M

 

 

 

 

Mamelo Sound System – Discografia

MAMELO SOUND SYSTEM
Biografia:
Formado no final de 1998 em São Paulo, o Mamelo Sound System despontou como uma das maiores revelações do cenário cultural de São paulo, graças a sua original fórmula sonora e suas envolventes apresentações ao vivo. Escolados nas mais diversas vertentes da Grande Música Negra produzida durante o século XX, o grupo formado pelo produtor e multi -instrumentista Alexandre Basa, e os vocalistas Rodrigo Audiolandro e Lourdez Da Luz não encontra fronteiras sonoras na sua missão de entreter e informar. As canções usam rimas e batidas de Hip Hop temperadas com efeitos e texturas do Dub jamaicano, além de melodias com franca inspiração jazzística, numa mistura onde a diversão do ouvinte é garantida. O resultado impactante conseguido pelo grupo tem um nível de qualidade musical inédito por aqui – boa música pra dançar, ainda mais com letras bem escritas, é uma coisa rara no Brasil dos dias de hoje. O disco de estréia do Mamelo – cujo sobrenome (Sound System) é uma alusão direta às equipes que animavam os bailes da Jamaica desde a época que Bob Marley estava no berço e foram base fundamental de sua formação musical – traz as participações e o aval de figuras de peso da música brasileira como os membros da Nação Zumbi, mundo livre S/A, Paula Lima, DJ Marky, a dupla Thaíde & DJ Hum e o MC Rappin’ Hood. O trabalho da banda também conquistou também ilustres fãs internacionais, como o conceituado produtor britânico Amon Tobin (que durante sua estada no Brasil pediu autorização do grupo para remixar uma de suas canções), e os norte-americanos Rahzel, autoridade máxima mundial da arte do beatbox, e Afrika Bambaataa, um dos criadores do Hip Hop – ambos já gravaram com o quinteto. Não é pra menos, afinal de contas quem já assistiu o Mamelo Sound System ao vivo sabe que eles estão sempre trilhando o caminho da evolução – não há show onde não sejam apresentadas novas composições – com um som novo e pulsante que poderia ter sido produzida em qualquer capital do mundo.

O grupo durou de 1998 até 2010 mais ou menos, se juntaram novamente os 2 mcs Rodrigo e Lurdez no projeto Ekundayo em 2011 que tinham além dos 2 o finado percussionista Naná Vasconcelos e os pessoal do grupo Hurtmold e SP Undergound.

Lurdez da Luz tem discos solos e Rodrigo Brandão (que já foi VJ da MTV) tem várias parcerias com mcs e produtores nacionais e gringos e fez recentemente também um disco em parceria com o Takara do Hurtmold e SP underground e o projeto Brookzill com produtores americanos e a MC Ladybug Mecca (Digable Planets).

Alexandre Basa continua produzindo raps e outros sons, um exemplo foi o segundo disco do Black Alien Babylon By Gus vol 2 que ele produziu e saiu ano passado em 2015, ele já tinha produzido o primeiro em 2004.

mamelo-sound

Mamelo Sound System – 2000

mamelo-1

  1. ?…**!!!###
  2. M.O.V.E.
  3. Rule The World
  4. De A a Z
  5. São Paulo S/A
  6. Jazzin Hood
  7. Fitagem
  8. Camping Business
  9. Suzako Fight Song
  10. Hip Hop SP
  11. Sick Rick Vs. Ninja
  12. Simple Feeling
  13. 2736 KM
  14. Bambaataa’s Beware

O primeiro disco tem uma sonoridade mais de coletivo sonoro (parecido com o que o Instituto faria um pouco depois) e mais instrumental passando pelo rap, jazz,. funk 70, trip hop e drum bass.

Lurdez da Luz ainda nem era mc do grupo, os mcs eram Rodrigo Brandão e Paulo Napoli e parte instrumental era feita na maioria por Alexandre Basa (produtor e multi-instrumentista) e Daniel Bozzio

Participações de Afrika Bambaataa, Fernandinho Beat Box, Dj nuts, Paula Lima, Rappin Hood, Thaíde, Geanine Marques, MZK , DJ Marky e Los Sebozos Postizos (Nação Zumbi mais Bactéria do Mundo Livre S/A na época).

Download:

https://mega.nz/#!slokEZpA!_TWFZRgKUQn5_tmlUIdL9yAjvoYiobYOoy2FoI2KsxA

Urbália – 2002

mamelo-2

  1. Conexão Nave-Mãe
  2. Isso Aqui Não É 1 Teste!
  3. Falsidade
  4. Cidade Ácida
  5. Clandestino Secreto
  6. Inabalável Na Balada
  7. Noturno
  8. Amor Em Tempos De Guerra
  9. Gorila Urbano
  10. Motel Metrô
  11. Delírios Cotidianos
  12. Silenzio
  13. O Caminho Do Samurai
  14. E La Nave Va

No segundo disco eles atingem uma sonoridade mais rap mesmo, foi com essa sonoridade que ficaram mais conhecidos.

Rap nova escola (ou underground) futurista com ecos de música brasileira, dub, funk 70 e trip hop.

Produção do grande Alexandre Basa.

Download:

https://mega.nz/#!h1YE0L6K!wwbL90kSue29WREl9gmQMWf1UOroxCFdBUXGqXn_7rs

Operação: Parcel ou Remixália – 2005

mamelo-3

  1. D-Repente
  2. Mega-Montagem Urbália (Tejo Remix)
  3. Cidade Àcida (Speed Remix)
  4. Isso Aqui Não é 1 Teste! (Lumbriga Tremosa Remix)
  5. Noturno (Daniel Bozio Remix)
  6. Gorila Urbano Maquinado Remix)
  7. Liri Sista (Alexandre Basa Remix)
  8. Motel Metrô (Parteum Remix)
  9. Clandestino Secreto (Munhoz Remix)
  10. Inabalável na Balada (Léo Cunha Remix)
  11. Silenzio (DJ Periférico Remix)
  12. Falsidade (Rica Amabis Remix)
  13. Amor em Tempos de Guerra (Hurtmold Remix)
  14. E-Pronto

Disco de remixes do segundo álbum Urbália, remixes feitos pro amigos do grupo como Lùcio Maia  da Nação Zumbi (Maquinado), Hurtmold, Speed Freaks entre outros.

Download:

 

https://mega.nz/#!lsIUyKbC!0YqxW6q2LBTCcXOdisE6yg0Bqm9DjsVF8BqIKlmnzss

 

Velha Guarda 22 – 2006

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  1. Pra Abrir Nosso Caminho
  2. Vô-Q-Vo
  3. Festa/Luta
  4. Minha Mãe Diz
  5. Verso Ímpar 
  6. Morte & Vida Pequenina
  7. Assim Falou Sun-Ra
  8. Morte Chamando
  9. Bença, Balanço e Chumbo Grosso
  10. Zulu/Zumbi
  11. Bela Fera
  12. Vai!
  13. Pra Encerrar esse Ciclo

O disco mais orgânico e brasileiro deles, talvez o melhor do grupo para mim.

Participações do pessoal do Nação Zumbi em várias faixas, Céu, Tonny Allen baterista do finado mestre Fela Kuti, Espião (Rua de Baixo) DJ Primo (RIP), MC Sebstop  além da super produção do  grande Scotty Hard.

Download:

https://mega.nz/#!k0gwFJbL!50bdcDPuS7IrBwj9jarPo882lAwj8ZQlS5mPnRFNcXg

Raridades e participações:

mamelo sound system.jpg

mamelo 5.png

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Download:

https://mega.nz/#!95hEyTKD!sDenWSfDy1cwyPF3HzPP38SDrxDS408TQqtgexNeik4

Ekundayo – 2011

cover.jpg

Tracklist
A1 Intro 0:50
A2 Macumbeiro Então…
Bass – Stu Brooks
3:11
A3 $elva Do Dinheiro
Bass – Melvin Gibbs
4:02
A4 Family Thang 4:41
A5 Freak Rocker
Bass – Melvin Gibbs
2:17
A6 The Massage 3:34
B1 Algo Necessário 4:23
B2 Em Nove 3:29
B3 Prelevar 2:47
B4 Claudio Café 2:55
B5 Just Love 2:41
B6 Night Of The Hunter

Nesse projeto Rodrigo e Lurdez se juntam ao finado mestre Naná Vasconcelos mais o pessoal da banda de jazz São Paulo Underground mais o produtor Sctotty hard e o mc Mike Ladd

Download

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É um dos meus grupos de rap favorito e um dos mais criativos do país, marcaram vários momentos da minha vida desde 2004.

Fiquem com a cabulosa Minha mãe diz:

MUSI-O-TUNYA – The Wings Of Africa – 1975

wings-of-africa

Tracklist

A1 The Wings Of Africa 7:10
A2 Dark Sunrise 8:32
A3 The Sun 6:18
B1 Mpondolo 8:00
B2 Walk & Flight 8:00
B3 One Reply 5:50

Companies, etc.

Credits

 

 

Uma das mais inovadoras e influentes bandas no movimento Zam Rock. Musi-O-Tunya foi formada em Livingstone no começo dos anos 70, conhecida por ser a primeira do guitarrista e vocalista Rikki Ililonga, músico de sucesso no país durante década de 70 e 80. Lançaram dois álbuns em 1975, com destaque para o primeiro. Uma coletânea foi lançada em 2010 com músicas do Musi e de Rikki, com o nome de Dark Sunrise.
O debut The Wings Of Africa tem 6 faixas, maioria longas, e traz aquele típico som do rock zambiano, misturando influências referências americanas como Jimi Hendrix (rock ácido e psicodélico), James Brown (funk) com afrobeat. A implacável guitarra fuzz aparece muito bem em vários solos, mas acompanhado por metais, percussão e instrumentos locais, como kalimba. Outro fato curioso é a presença de duas baterias: a africana e a “ocidental”. As letras são todas em inglês, exceto “Mpondolo”, cantada na língua local.
Sem destaque principal, pois se trata de um disco sólido. Essencial para fãs de Zam e Afro rock.

 

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Download:

 

https://mega.nz/#!U8Ih3CiQ!1agf8Bh9TxExg2Hb7v1DLeuorBzkuIX2jQp3AMrCQPM