Ala Mil – Triste fim do Bananil (Gado dançando rumo ao abate)- 2018

Segundo disco desse meu projeto de música instrumental experimental

 

 

Capa disco ala mil2

1.
2.
Ben funk 03:18
3.
4.
Drunk Funk 02:24
5.
6.
7.
8.
9.
Tema Blax 02:33
10.
11.
12.
13.
Punk Zappa 03:32
14.
15.
16.
17.
18.
Second album by the band

Credits

 

Released September 06, 2018

Track 18 is a live take with overdubs of bass and guitars

Ala Mil are:
César Bras Costa:

Production,efects, electric bass and drum sample in all tracks, electric guitar in track 4, 6, 14 , 15 and 16
Virgilio Teixeira:

Electric guitar , solos and efects in all tracks excepet in track 1

With guests:

Herbert Souza (Tiu Funk):
Production and effects in tracks 1 & 8
Electric guitar in tracks 1 & 8
Electric piano and efects in track 8

Everton Piagetti:

Electric guitar (final noise solo) in track 14 and guitar with wha wha in track 18
Bass (live) in track 18

Daniel Tobarra:

Synths in track 11

Júlio César Marques:

Harmonica in track 5

Sérgio Piro :
Alto sax in track 2 and
Tenor sax in track 14 & track 18 (Live)
Tenor and soprano sax in track 13

Robson Ortibas:

Electric guitar ( solo) in track 16

Rafael Neves:

Electric guitar (with solos) and production in track 2

Lucas Rossetti -:

Alto sax in track 6

André de Castro Pereira -:

Guitars and effects on track 13

John Zorn (sample) soprano sax in track 7

All compositions by Ala Mil with contributions of guests

license

all rights reserved

 

coxinlândia

https://alamil.bandcamp.com/album/ala-mil-triste-fim-do-bananil-gado-dan-ando-rumo-ao-abate

 

 

 

Download

 

 

https://mega.nz/#!I95A2I7B!jSWiNbxfmgmD9S3WTOcKlwfMz24GSGnvJbVV76_VfKE

 

MP3

 

https://mega.nz/#!VlhWXa5D!jJjsA6jiIvMEdZQz4Y45rxMPVOhAMyE7fRyMeFEWwmM

Crac Móbraba – 1998

Banda formada no começo dos anos 90 em Salvador Bahia com uma porposta de misturar rock com funk, música brasileira e exprimentalismo como atonalidade,microtons e improvisação livre.

Com o tempo ganharam influência do Suíço que morou na Bahia Walter Smetak que foi um grande pesquisador do microtonalismo.

Chegaram a ter um álbum no meio dos anos 90 produzido por Paulo Barnabé o gênio líder da Patife Band que nunca saiu mas vocês podem ouvir umas faixas e ler mais sobre a banda (em inlglês) no site do saxofonista da banda André Borges.

http://www.saxcretino.com/bands/crac/

Deixaram oficalmente somente esse disco gravado no final dos anos 90 que conheci faz uns 2 ou 3 anos mas foi uma grata surpresa, pois conhecia muita coisa boa do underground brasileiro dessa década mas desconhecia essa banda fantástica.

O disco tem elementos de free jazz, microtonalismo, funk, metal, música afro brasileira e música eletrônica noventista.

Outros músicos que passaram pela banda:

Neio Mustafa (bass), Paulo Farias (guitar), Pedro Semanovischi (guitar), Mauro Rodrigues (drums), Tamima Brazil (drums), Edbráss Ferreira (vocals, microtons and effects), Juninho ‘Junix’ Costa (guitar), Betinho Barreto (guitar), Everaldo Aguia (percussion), Peu Meurray (percussion), Andre Yogi (drums), Krishna Miranda (guitar) Ramon Casais (Percussao), Emerson (percussao), Careca (percussao), Duda Machado (Bateria), Benedict Leb (trumpete).

 

Paulo Mustafa ficou de me passar o disco que gravaram com o Paulo Barnabé, assim que ele me passar posto aqui com exclusividade.

 

crac capa.jpg

  1. Pesadelo/Risadinhas
  2. Canguru/A Chuva
  3. Na Sopa
  4. Sonhos Lerdos
  5. Quem é Doido?/Ponte Duvidosa
  6. Daquele Cigarro
  7. Nave/Comandante da Nasa
  8. Oxigênio/Mulé Véia
  9. Dona Fulana
  10. Subcenas

Nancy Viegas (voice) , Andre Borges (sax, flute, vocals and microtones), Julio Moreno (guitar and loops)’ Nego T. (bass and microtones) and Duda Machado (drums)

 

Download:

 

https://mega.nz/#!pwphkZwQ!oPzmtfnCQuKcpzDj44xbkSC_zyHVR3fXbcRWWipqF80

 

crac

 

crac 2.jpg

 

crac 3

Deixo vocês com 2 vídeos da banda na primeira vez que foram pra São Paulo e tocaram num programa de tv da época.

 

Ala Mil – Trilha sonora do caos – 2018

Mais um projeto meu agora instrumental:

Projeto formado através de algumas jams que os integrantes da banda GOFA! César Bras Costa (baixo e samples de bateria) e Vírgilio Teixeira (guitarra) faziam algumas vezes e geraram temas que vão do rock ao jazz, passando pelo funk, dub e música brasileira.
O nome do projeto é em homenagem a um bar que frequentávamos no centro de Balneário Camboriú – SC .

 

 

ala mil capa.jpg

Tracks:

1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
Free HC 02:33
13.
14.
Blaxadelic 02:41
15.

Credits:

released April 27, 2018

Ala Mil are:
César Bras costa – Production,efects, electric bass and drum sample in all tracks, electric guitar in track 10
Virgilio Teixeira – Electric guitar and efects in all tracks

With guests:

Herbert Souza (Tiu Funk):
Production and efects in tracks 1,2,9,11 & 14
Electric guitar in tracks 1, 2 & 9
Electric piano and efects in track 14
Electric bass (solo) in track 11

Everton Piagetti – Electric guitar (with solo) in track 1

Alexandre Canella – Electric guitar in track 2 (with solo)

Daniel Tobarra – Synths in tracks 4 & 9

Júlio César Marques harmonica in track 5

Sérgio Piro :
Tenor sax in track 6
Tenor and Soprano sax in track 15

Júlio Ferraz – Electric guitar (with solo) in track 9

Robson Ortibas – Electric guitar (with solo) & berimbau in track 11

Márcio Moreira – Electric guitars & arranged in track 13

All compositions by Ala Mil
Excepet track 13 by Márcio Moreira & Ala Mil

license

all rights reserved

 

 

Download:

Wav 32 bits

https://mega.nz/#!glQxHZJR!-ARS_ozon0rJMlB5xddR17Pi35w45y_yAa9qjafzZMw

 

MP3 ( mais leve)

https://mega.nz/#!g5RinC7b!qu11omIRMB6wtztU46szqSDJx-wYxgElBEDlkZTMaq8

 

 

Ala Mil em ação.png

 

 

ala mil em ação  2.jpg

Ala mil em ação com o baterista Nicholas em Curitiba PR em 2017

 

Agradecimentos especiais a todos que apoiaram, tocaram com a gente, divulgaram, curtiram, espalharam o nosso som.

Aos bateras Nicholas, Sabrina e Serginho Araya que fizeram algumas gigs com a gente e aos participantes do disco, Tiu Funk, Tobarra, Júlio Ferraz e Júlio César, Robson, Xandão Canella, Tom, Sérgio Piro e Márcio Moreira.

A minha família principalmente meus pais Gelson e Rosangela que sempre me apoiaram, aos meus 2 maiores parceiros musicais Virgílio e Tiu Funk (Suburbeats) pela sintonia musical e amizade e por fazerem eu acreditar nas minhas e nossas composições e talentos.

Rafaela meu amor e parceira em futuros sons com sua voz linda e doce e que sempre me apoiou com seu amor e compreensão.

Um salve especial pro baterista gringo Jim Dooley de quem emprestamos vários loops (todos orgânicos) de bateria.

Abaixo o álbum full pra quem quiser ouvir online no youtube e também a nossas páginas no facebook e no bandcamp onde dá pra baixar e ouvir nosso álbum em alta qualidade e colaborar (se quiser ) com a nossa arte.

 

Ala Mil – Trilha sonora do caos – 2018

 

 

https://www.facebook.com/Projeto-Ala-Mil-1261586203961028/

 

 

https://alamil.bandcamp.com/album/ala-mil-trilha-sonora-do-caos

 

 

 

 

Colarinhos Caóticos – Discografia

Grande banda gaúcha, liderada pelo inquieto artista Egisto Dal Santo, cara que já tocou baixo e guitarra e ou produziu grandes nomes do rock gaúcho como Júpiter Maçã, Bebeco Garcia, Defalla, Acretinicy me atray entre muitos outros.

Conheci a banda pelo primeiro disco clássico do rock underground brasileiro, uma mistura de post punk, hc, funk, jazz com sax free jazz.

Pra quem gosto de bandas loucas como Defalla e Patife Band é um prato cheio.

O segundo compacto é um pouco menos experimental mais post punk e o segundo disco cheio é uma mistureba louca de funk, rock, jazz, hc, metal,ska, reggae, música gaudéria, algo próximo do rock californiano underground do fim dos anos 80 e começo dos 90 de bandas como Red Hot Chilli Peppers (na fase boa), Fishbone, Primus e o próprio Defalla nessa época também mas com muita originalidade e contextualizado na realidade gaúcha e brasileira.

A coletânea Custon Colors que comprei pela internet das mãos do próprio Egisto em 2014, ele deve ter ainda, só procurar pelo nome dele no facebook que ele manda pra quem quiser comprar.

Na coleta temos várias raridades de compacto, coletâneas de bandas e faixas gravadas mais recentemente.

Sei que tem discos gravados inéditos e outro pra sair que será a continuação do primeiro (Introdução) e to louco pra ouvir essa loucura sonora.

Também vou colocar uma coletânea que fiz com mais raridades da banda, inclusive coisas ao vivo.

Discografia:

 

Introdução (1988)

colarinhos intro
01 – Útero
02 – Its Life
03 – Esa è 1 (a) Istorya di Amor
04 – Suicide
05 – Não Sei ou Sei
07 – Colarinhos Caóticos
08 – Irresponsável
09 – Nendmqnsds
10 – Introdução
11 – Vida em família
12 – Trans

Download:

https://mega.nz/#!FsgXALiZ!ahEUUcZ9ONpMEzKlN_ZiAlyCPAsV65y7d4utVCEGztI

Compacto “Meios” 1989.

colarinhos ep
Meios (1989)
01 – Introdução
02 – Humana
03 – Sentindo

 

Download:

https://mega.nz/#!9x4yzYzQ!s7lomJQL1N1P13UNSbqwoz2SsxzefboIXLpYpdsQcdc

 

Agora Pode Ser O Tempo Todo (1996)

colarinhos disco 2
Faixas:
01 – Baby Eu Preciso
02 – Mui Amigos
03 – Melara’s Song
04 – Opho Nevermind_Nanina
05 – Ela Não Quis Me Dá
06 – Música Decomposição
07 – Palavra
08 – Cansei_Krishna Baby
09 – Recuerdos
10 – Deu Pra Ti
11 – Meu Bem
12 – Agora É Tua_Matou
13 – Pronto Pra Outra
14 – Buceta_Vamu Lá Que Eu Tô Ficando De Cara
15 – Tudo Bem
16 – C.o.l.a.r.i.n.h.o.s. C.a.ò.t.i.c.o.s.

Download:

https://mega.nz/#!5lxGmSaB!0zl1dNlAKwQ9ilUEG5zPCzJ7-fFpUaR2uvAQyKyXF70

 

Custom Colors – coletânea de singles 2014

colarinhos custom

colarinhos encarte

colarinhos caoticos encarte 2

colarinhos foto.png

 

Download:

https://mega.nz/#!s8Z0XQIb!zeBFkxbL0ljP4z8rfTZfqZ_1GxdxAef-WygFU-cBJWs

 

Raridades:

01 – Opho is dead  (V.A. “Segunda sem ley) –  1995

02 – Funny Day  (V.A. “Rebuliçus Futuramis) – 1999

03 – O tempo todo (V.A. “Rebuliçus Futuramis) – 1999

04 – Malara’s song (V.A Brasil compacto) – 1996

05 Letra (V.A Brasil compacto) – 1996

06 – Tudo bem – ao vivo Teatro Renascença – 1989

07 – Comida pra verme – ao vivo Radar TVE –  2004

08 – Não perca as coisas que sua mãe lhe dá – ao vivo Radar TVE – 2004

09 – Útero – ao vivo Radar TVE – 2004

Download:

 

https://mega.nz/#!Q9YngKbI!F_nOM202lFSb_yO-XnN8t9U5CxL0EkmUrxYrJL8jKuY

 

Ao vivo no Porto de Elis – POA (RS) 1989

colarinhos porto de elis 1989.jpg

Formação mais recente da banda

colarinhos recente

colarinhos

 

 

 

 

Rosinha de Valença e Banda Ao Vivo – 1975

Rosinha de Valença e Banda Ao Vivo
1975 Odeon SMOFB 3866

capa (2).jpg

01 – Araponga (Rosinha de Valença)

02 – Testamento de sambista (Raul Marques – Alberto Maia)

03 – De amor eu morrerei (Dominguinhos – Anastácia)

04 – 4 de dezembro (Sueli Costa)

05 – Medley:
• With a little help from my friends (Lennon-McCartney)
• Fiz a cama na varanda (Dilú Melo-Ovidio Chaves)
• O meu boi morreu (Arr. Adpt. Rosinha de Valença)
• Peguei um Ita no norte (Dorival Caymmi)
• Prenda minha (Arr. Adpt. Rosinha de Valença)

06 – Tema espanhol (Celinho – Rosinha de Valença)

07 – Foi Deus (Alberto Janes)

08 – Uirapuru (Arthur Laranjeiras – Rosinha de Valença)

09 – Saudades de Matão (Jorge Galatti – Raul Torres)

10 – Brasileirinho (Waldir Azevedo)

Arranjos – Rosinha de Valença

 

Rosinha de Valença – violão, voice (2)
Helvius Vilelle – piano
Frederiko – guitarra
Raul Mascarenhas Jr – flauta, sax
Oberdan – flauta, sax
Copinha – flauta
Franklin – flauta
Tuti Moreno – bateria
Celinho – trumpete
Alberto das Neves – ritmo
Miucha Buarque de Hollanda – voz
Dona Ivone Lara – voz
Thelma – voz

Rubão Sabino – baixo

João Donato – piano (7)

 

Encarte

encarte 1.jpg

 

Contra capa

rosinha back

 

Excelente e raro disco que mistura samba, bossa e jazz fusion com uma super banda de primeira e ótima performance de todos os envolvidos.

Download

 

https://mega.nz/#!0oIw0QgR!zvBjYczHRQlJO7Ew7sa-j7LDiDKpFxY1xMRUqZB6D3A

Suburbeats – A ideia aqui não para – 2017

Vou colocar aqui o nosso terceiro álbum, os 2 primeiros já foram postados anteriormente.

O disco saiu uns meses atrás (ainda em 2017) mas só agora tive tempo de colocar o play em alta qualidade em wav e mp3 pra quem quiser baixar.

 

suburbeats 3 capa

 

 

Style: RAP/Hip Hop/Psychedelic/Funk/Rock/Jazz/SambaGroove/Lo Fi/Fusion/Soul/Trip Hop/RareGroove
O EP “A idéia aqui não para” iniciou sua produção em agosto de 2016 e foi finalizado em julho de 2017.
As composições são de Tiu Funk, Blax e convidados.
Produzido/arranjado por Tiu Funk e masterizado na RareGroove Music Brazil, este é o terceiro play da Suburbeats, e traz em sua música uma mistura de vários estilos, do jazzfusion ao RAP, passando por blues, funksoul, psych, ritmos brasileiros e etc.

A Suburbeats foi idealizada em meados de 2013, por Tiu Funk e MC Blax, e atualmente é composta por:

Herbert Souza “Tiu Funk” – vocais, letras, backing vocais, baixo (elétrico e acústico), guitarras, violões, pianos elétricos, arranjos de bateria e beats, percussões e samplers.

César Costa “MC Blax” – vocais, baixo e letras

Alexandre Canella “Xandão” – guitarras, pianos elétricos, violão e efeitos.

Faixas:

  1. Introdução (instrumental) (00:00)
    (Tiu Funk)
  2. Conexão Funk SP/SC 3 (01:05)
    (Tiu Funk/Blax/Tobarra/Xandão/NobleBeat)
  3. Deixa Quieto (05:06)
    (Tiu Funk/Blax/Alessandro)
  4. Faixa Crime (instrumental) (09:06)
    (Tiu Funk)

  5. Zé Povinho (12:46)
    (Tiu Funk/Tobarra)

  6. Seres Humanos Comuns (15:41)
    (Tiu Funk/Marcião)

  7. Não Temos Hits 2 (18:45)
    (Tiu Funk/NobleBeat)

  8. Baganinha (instrumental) (21:14)
    (Tiu Funk)

  9. Pêso no Eskema (24:19)
    (Tiu Funk/Plaq)

  10. Bola prá Frente (27:00)
    (Tiu Funk/Blax/Tobarra)

  11. Samba Soul Psicodelico (30:03)
    (Tiu Funk/Blax/Lima)

  12. Som de Doido (33:32)
    (Tiu Funk/Blax)

  13. Chutes no Rêgo (37:35)
    (Tiu Funk)

  14. Sessão Livre (instrumental) (42:13)
    (Tiu Funk)

  15. Sem Tema, Sem Temer (48:39)
    (Tiu Funk/Blax)

  16. Suburbeats Blax 2 (52:20)
    (Tiu Funk/Blax/Alan Quadra 18/Julio Tritono/Xandão)

  17. Fim (instrumental) (56:35)
    (Tiu Funk)

Participações especiais:

Daniel Tobarra – synths/pianos elétricos/efeitos na faixa 02, 05; vocal e letra na faixa 05 e backing vocal na faixa 10
Jabú NobleBeat – percussão nas faixas 02 e 07
Marcião Piritubano – vocal e letra na faixa 06
Plaq Max – vocal e letra na faixa 09
Rafael Lima – arranjos, efeitos e samplers na faixa 11
Alan Quadra 18 – vocal e letra na faixa 16
Julio Trítono Blues – harmônica na faixa 16
Rodolfo Salazar – vocal intro/sample na faixa 12
Marcia Caldeira e Rafaela Ramos – backing vocal na faixa 15
Alessandro Amadeu – guitarras na faixa 03

Gravado no RG Music BR, Blax Studio, Xandão Studio e nos estúdios dos músicos convidados.
© 2017 – RareGroove Music Brazil. Todos os direitos reservados.
www.facebook.com/suburbeats

 

 

suburbeats sp.jpg

Suburbeats no Rare Groove stúdio em SP

Tiu Funk, Xandão e MC Blax

 

Download:

 

 

https://mega.nz/#!Y4BVAADL!Jc9qxs1FwyvYOBnXSjUssrxFZ7APM3fuHnSLYgfH5cs

 

Pra ouvir Online:

 

https://www.youtube.com/watch?v=8pkn8Imj7Zo&t=1s

Grupo Um – Discografia

1976 – 1984
Bateria, percussão: Zé Eduardo Nazario
Pianos e teclados: Lelo Nazario
Contrabaixo: Zeca Assumpção
Rodolfo Stroeter

Sax, flautas: Roberto SionMauro SeniseTeco Cardoso 
Piano, piccolo, sax: Felix Wagner
Trumpete: Márcio Montarroyos
Percussão: Carlinhos Gonçalves

Texto de Zé Eduardo Nazário retirado do seu site oficial, assim como a maioria das fotos.

Começos

O Grupo Um nasceu, embrionariamente, em 1976, período em que eu, Lelo e Zeca formávamos a assim chamada “cozinha paulista” de Hermeto Pascoal. Durante os períodos em que Hermeto se ausentava para algum trabalho fora do Brasil, ou mesmo quando não havia shows programados, o trio se reunia em minha casa, na Rua Teodoro Sampaio, bairro de Pinheiros. Foi no porão daquela casa que começamos a criar uma linguagem musical própria, diferenciada daquela que era desenvolvida no grupo de Hermeto. Naquela época, tanto a linguagem da música eletrônica e eletroacústica quanto o uso da percussão de ponta já nos eram habituais, de forma que todas as composições e arranjos possuíam uma identidade própria.
Em julho de 1976, ao lado de Luiz Roberto Oliveira, eu e Lelo realizamos no MASP o primeiro concerto de música contemporânea com sintetizador eletrônico (um ARP 2600) de que se tem notícia no Brasil. A instrumentação contava com piano acústico e elétrico, fita pré-gravada (lançada a partir de um gravador), bateria e percussão – o que incluía, entre outras coisas, objetos diversos que eram quebrados dentro de uma enorme bacia. Até pausa para o café durante a performance havia!

Essa linguagem aberta e contemporânea sempre foi utilizada no Grupo Um, que também gravou trilhas para filmes (longas-metragens e científicos) e música para balé (Transformations, do coreógrafo japonês Takao Kusuno). Em 1977, ao deixarmos efetivamente o grupo de Hermeto, fizemos nossa primeira sessão de estúdio, no Vice-Versa B, de propriedade do maestro Rogério Duprat, já contando com a participação de Roberto Sion no sax soprano e Carlinhos Gonçalves na percussão. A gravação era feita em poucas tomadas, com todos tocando juntos, simultaneamente, ou seja – sem play back – como manda a tradição. O trabalho ficou bastante bom, e tentamos em seguida levá-lo às gravadoras. Perdemos meses, recebendo sempre respostas negativas – continuando, entretanto, a ensaiar e a produzir material novo, realizando algumas apresentações.

a. MARCHA SOBRE A CIDADE 

O trabalho com Egberto Gismonti que se iniciou em 1977 me obrigou a abandonar o projeto do Grupo Um por algum tempo, em função das viagens, ensaios, gravações…Ao retornar da turnê “Tropical Jazz Rock”, em maio de 1979, me desliguei finalmente do “Academia de Danças” e voltei a trabalhar com Lelo e Zeca, organizando outra sessão de gravação no mesmo Vice-Versa B, em São Paulo (que era tudo que nosso dinheiro podia pagar). Mauro Senise foi convidado, Carlinhos Gonçalves foi mantido, e dessa sessão (26 e 27 de setembro de 1979 – registrada quase efetivamente “ao vivo”: o lado “A” inteiro foi gravado em uma tomada!), surgiu o primeiro trabalho de música instrumental independente lançado no Brasil que se tenha notícia, o disco Marcha Sobre a Cidade, em uma modesta tiragem de 1000 cópias.

A estréia do trabalho foi no Teatro Lira Paulistana, que depois se tornaria o núcleo dos grupos independentes, fazendo história no Brasil durante os anos 80. Marcha Sobre a Cidade recebeu críticas excelentes (vide os recortes de jornais e revistas neste site) e foi apresentado para um público considerável, nas principais capitais brasileiras. Em 1983 o álbum foi lançado na França, pela gravadora Syracuse (capa diferente da original), onde o grupo realizou uma turnê (visitando também a Suíça), tendo participado do Festival de Jazz de Grenoble e tocado nas cidades de Toulouse, Montpellier e Paris – onde gravou um concerto no Studio 106 da Radio France e se apresentou na conhecida casa de jazz “New Morning”, além de ter gravado com o cantor e compositor francês Frederic Pagés o disco “Chansons Mètisses” – finalizando a turnê em Genebra.
Enfim, ao concluir Marcha Sobre a Cidade, primeiro disco independente de música instrumental lançado no Brasil, ao lado de meu irmão Lelo e dos parceiros Zeca Assumpção, Carlinhos Gonçalves e Mauro Senise, e com a repercussão que o trabalho alcançou de imediato, eu me sentia como se tivesse passado pelo buraco de uma agulha, ou como se iluminássemos um caminho escuro, abrindo uma picada pela qual outros poderiam também passar, se quisessem seguir por aquela trilha, que se tornaria uma nova estrada para lograr um objetivo maior, algo de muita beleza, com montanhas, riachos e cachoeiras, uma paisagem linda. Este lugar, ainda não explorado, situava-se além da fronteira do permitido, que era fortemente guardada pelos “baluartes” e “arautos” do colonialismo provinciano, que só abriam as portas para os que chegassem do exterior, mesmo que tivessem saído daqui, voltando depois com o selo de “importado”, para que pudessem ser “legalizados” e aceitos no meio artístico e no show business, principalmente em se tratando de música instrumental.

A experiência frustrante que tivemos com o boicote da música eletroacústica “Mobile / Stabile” no 1º. Festival de Jazz de São Paulo em 1978 (os organizadores do evento desligaram a fita pré-gravada durante nossa apresentação, obrigando-nos a parar de tocar e deixar o palco, sob a falsa alegação de estarmos ultrapassando o tempo permitido, enquanto artistas estrangeiros faziam apresentações intermináveis e ninguém os interpelava…) demonstrou claramente o corporativismo das gravadoras e da crítica “especializada”, que faziam parte de um “júri” na ocasião, tentando impedir a todo custo que chegasse ao ouvido das pessoas um “produto” que não lhes pertencia, que não compreendiam ou que os desagradava.

Ao contrário do que pudessem imaginar, houve uma grande repercussão com protestos em jornais e revistas de circulação nacional, fazendo com que o jogo virasse. Assim, passamos de “vilões” a “mocinhos”, com a imprensa nos procurando para conhecer a música que estávamos fazendo, que estimulava outros músicos e conquistava um público crescente após um período obscuro de nossa história, sobretudo para a música instrumental no Brasil.

Nesse envolvimento e compromisso com a música, surgiram novos companheiros, vibrando com a mesma intensidade e se aproximando de nós com uma vontade muito grande de fazer parte daquilo que estávamos realizando com originalidade e criatividade, renovando e representando uma evolução (ainda que em tempos de censura e repressão) em relação à música instrumental das décadas anteriores, e não um “revival” ou simples imitação, tão comuns no meio musical.

b. REFLEXÕES SOBRE A CRISE DO DESEJO

O ano de 1980 foi muito frutífero e gratificante para nós, porque mostramos nossas caras com nossos próprios nomes, sem a tutela ou o manto protetor de ninguém, fosse músico ou produtor. Estávamos conseguindo que as pessoas ouvissem e apreciassem nossa música “louca”, pois mesmo sem a entender de imediato, sentiam que havia uma grande riqueza e complexidade harmônica, melódica e rítmica, conseqüência de muito trabalho feito com alegria e energia positiva, e tocada com a habilidade de quem praticava a todo vapor, com o melhor condicionamento físico, mental, espiritual, em plena forma e no calor do momento.

Os músicos do Grupo Um tiveram mais visibilidade, o que gerou boas oportunidades para todos. Carlinhos Gonçalves recebeu um convite para tocar na Austrália, alargando seu horizonte profissional, permanecendo com sucesso por lá por muitos anos. Zeca Assumpção optou por mudar-se para o Rio de Janeiro, em vista das boas propostas de trabalho que surgiram. Em seu lugar ficou seu melhor aluno, que acompanhava de perto nossas apresentações, tornando-se a opção natural para substituir o grande baixista e amigo que por tantos anos esteve ao nosso lado nos palcos e na vida. O nome desse músico é Rodolfo Stroeter, que permaneceu conosco até a dissolução do grupo em 1984.

Felix Wagner também se juntou ao Grupo Um. Nascido na Alemanha e vivendo desde adolescente no Brasil (anos depois, radicou-se naquele país), paralelamente ele integrou com Lelo e Rodolfo o Symmetric Ensemble (dois pianos e um baixo). Músico talentosíssimo, Felix é compositor e toca piano, clarineta e vibrafone. No início de 1981 o Symmetric viajou para realizar uma série de concertos pela Europa, e coube a mim continuar o trabalho do Grupo Um durante aquele período. Além de Mauro Senise, participaram o pianista Nelson Ayres e os baixistas Evaldo Guedes em algumas oportunidades e Paulinho Soveral em outras, mantendo o grupo em atividade.

Ao retornarem dessa viagem, decidimos iniciar o trabalho para a gravação de nosso segundo disco, com novas composições que Lelo vinha desenvolvendo, algumas das quais durante a turnê com Felix e Rodolfo, que receberam novo tratamento com a inclusão da bateria e da percussão, e a magnífica colaboração de Mauro Senise nos sopros. Incluímos ainda Mobile / Stabile (aquela do Festival) e Vida, uma composição minha.

Desta vez optamos pelo Estúdio JV, dos músicos Vicente Sálvia e Edgard Gianullo, em São Paulo, que tinha um bom equipamento e contava com um excelente técnico, Sérgio Kenji Okuda (Shao-Lin), jovem mas com bastante experiência e atento às nossas necessidades para colher o melhor resultado possível. Em dois dias conseguimos gravar todo o material.

O disco “Reflexões sobre a Crise do Desejo” foi considerado pela revista Manchete um dos dez melhores álbuns de 1981, além de conquistar elogios em resenhas dos mais conceituados críticos de música da época, colocando a produção independente no mais destacado patamar até então atingido por qualquer músico ou grupo instrumental no Brasil.

 

Zé Eduardo Nazario, Lelo Nazario e Rodolfo Stroeter, 1982

c. FLOR DE PLÁSTICO INCINERADA 

Concluindo com a “Flor de Plástico Incinerada” esse período de oito anos de música com o Grupo Um iniciado em 1976, devo dizer que ficou a satisfação de ter realizado essa obra de cuja memória trago comigo as melhores recordações, a começar pela convivência que tive com todos os músicos que dele fizeram parte, que foi produtiva, intensa e motivadora, desenvolvida através de um processo de criação que era sempre muito divertido, gerando uma aura positiva, que permeou toda a nossa trajetória, e que continua viva até hoje, no meu trabalho do dia a dia.

Iniciava-se então o que chamo de “fase colorida” do trabalho do grupo, a começar pela capa do terceiro LP. Ao contrário das anteriores, “A Flor de Plástico Incinerada” tem sua capa em dois tons de azul. Depois de nossa apresentação em Salvador, no Teatro Castro Alves, eu costumava dizer por brincadeira que a capa do nosso disco se parecia com o mar da Bahia em dia claro e ensolarado!

Esse LP foi gravado em outubro de 1982, época que marcou o início de uma transição em nossas carreiras, em primeiro lugar por nos ter sido oferecido o custeio da gravação e da produção gráfica do novo disco pelo selo “Lira Instrumental”, criado por um acordo entre o Teatro Lira Paulistana em parceria com a gravadora Continental e artistas que vinham apresentando trabalhos com regularidade na programação do teatro localizado à Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, São Paulo.

Isso se devia ao notável crescimento dos grupos de música instrumental, que passaram a ser vistos como um “filão” comercialmente explorável. Nesse mesmo pacote foi a mim oferecido também o custeio da gravação e produção gráfica de meu primeiro disco solo, “Poema da Gota Serena”, que foi realizada no mesmo estúdio (J.V.) e no mesmo período em que foram feitas as gravações de “A Flor de Plástico Incinerada”. Além disso, foram oferecidas também as passagens para a nossa turnê européia, onde seria lançada a versão francesa do LP “Marcha sobre a Cidade” pela gravadora parisiense “Syracuse” .

Além da turnê pela Europa, que ocorreu nos meses de março e abril de 1983, simultaneamente aos lançamentos de “Marcha sobre a Cidade” na França, no Brasil eram lançados “A Flor de Plástico Incinerada” e meu primeiro trabalho solo “Poema da Gota Serena”. Além disso, o Grupo Um participou de várias apresentações no Brasil, dentre elas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, 3º. Festival de Música Instrumental da Bahia, Show de Aniversário da Cidade de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo (MASP), Show na Praia de São Vicente, Teatro Lira Paulistana, entre outros.

Foi um grande salto qualitativo em nossas carreiras, que naquele momento alcançaram o objetivo proposto, pelo reconhecimento ao trabalho realizado pelo Grupo Um com seus discos e shows, e pela efetiva colaboração na criação de um cenário muito mais promissor para a música instrumental no Brasil, não só em função do grande número de novos grupos que se formaram a partir de então, lançando seus próprios discos e originando uma nova geração de instrumentistas que podiam enfim sonhar novamente com a possibilidade de sobreviver com os frutos de seu trabalho artístico (o que alguns verdadeiramente conseguiram), mas também estimulando artistas renomados que se encontravam anestesiados ou adormecidos por acomodação ao sistema imposto, a retomarem projetos na área da música instrumental, que com o tempo passaram a florescer novamente.

Nesse terceiro LP houve também uma mudança na nossa formação. Teco Cardoso substituiu Mauro Senise, impossibilitado de vir a São Paulo com a freqüência necessária, e apesar da grande afinidade pessoal e musical que tínhamos, Teco preencheu de forma soberba essa lacuna, substituindo à altura nosso grande amigo músico, participando da gravação como convidado e permanecendo conosco até a dissolução do grupo. Felix Wagner, em razão de trabalhos paralelos em que estava envolvido, participou também da gravação como convidado.

Após a realização de “A Flor de Plástico Incinerada”, sentimos que o momento de transição havia chegado, pois todos nós estávamos, de alguma forma, produzindo trabalhos em diferentes situações musicais, e percebemos a necessidade de seguir nossos próprios caminhos, tão naturalmente como havíamos sentido a necessidade de realizar o trabalho com o Grupo Um, assim como um rio que se divide em seus afluentes, mas quis o destino que nos encontrássemos novamente, o mesmo quarteto formado por Lelo, Teco, Rodolfo e eu, com participação especial de Marlui Miranda, entre 1991 e 1998, com o nome de “Pau Brasil”. Dessa parceria, além de concertos, turnês e gravações, nasceu o premiado cd “Babel”, lançado no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Ao escrever essas linhas, recordando a música daquele período, ao lado dos irmãos Lelo, Zeca Assumpção, Carlinhos Gonçalves, Mauro Senise, Marlui Miranda, Márcio Montarroyos, Roberto Sion, Teco Cardoso, Felix Wagner, Rodolfo Stroeter, gostaria de agradecer aos músicos e a todos os que acompanharam de perto nossas apresentações e vêm apreciando nossas gravações, trazidas novamente aos ouvintes, interessados e estudiosos, graças ao excelente trabalho realizado pela Editio Princeps, ao atualizar e reafirmar a posição galgada pelo Grupo Um na História da Música Instrumental Brasileira.

 

A Volta:

A vanguarda do jazz brasileiro – Alexandre Agabiti Fernandez Nos tempos que correm – marcados pela regressão cultural, pelo cinismo descarado, pela colonização do desejo, em que os adjetivos tomaram o lugar dos substantivos –, a simples existência deste disco é uma proeza. Gravado no dia 20 de agosto de 2015 no Teatro do Sesc Pompeia, diante de uma plateia atenta e afetuosa, é o registro da noite memorável que marcou a volta do Grupo Um aos palcos depois de um hiato de 30 anos. Seu lançamento – pouco mais de um ano depois daquela noite – assinala outro fato marcante: os 40 anos da fundação do Grupo Um, provavelmente a mais radical afirmação da liberdade e da originalidade musical entre nós. Lelo Nazario e Zé Eduardo Nazario – os irmãos fundadores – e todos os músicos que contribuíram com o grupo ao longo dos anos criaram um amálgama único que expande os limites da experiência musical. Inventaram uma linguagem que combina o jazz fusion, o free jazz, a música erudita – com ênfase na música eletrônica e eletroacústica – e a riqueza da percussão afro-indígena, que nem por isso deixa de incorporar instrumentos de outras culturas. A resultante dessa proposta de vanguarda é sumamente inovadora, pois trabalha os parâmetros musicais “primários” (melodia, harmonia e ritmo) – que definem a organização sintática da música – e os “secundários” (timbre, dinâmica) com o propósito de criar uma sonoridade nova, marcadamente urbana (portanto, cosmopolita), que ignora fronteiras e hierarquias, em que o sintetizador, as tablas indianas e as fitas magnéticas pré-gravadas têm a mesma importância. Aos substantivos “liberdade” e “originalidade” usados acima para caracterizar a música do Grupo Um, se junta um terceiro: “densidade”. A música do Grupo Um não se entrega facilmente à fruição. Tem muita entropia, muita informação. Por isso solicita empenho do ouvinte. Mas quando a familiaridade se instala, o prazer é proporcional a esse comprometimento. O Grupo Um construiu sua reputação com shows – no Brasil e na Europa – e com os três LPs que gravou, felizmente reeditados em CD: “Marcha Sobre a Cidade” (1979) – pioneiro entre os discos de produção independente –, “Reflexões Sobre a Crise do Desejo” (1981) e “A Flor de Plástico Incinerada” (1982), todos muito bem recebidos pelo público e pela crítica especializada da época. A pequena mas significativa discografia cresce agora com este CD, que mostra o Grupo Um no esplendor de sua forma. Lelo (teclados e processos eletrônicos) e Zé Eduardo (bateria e percussão) pertencem ao restritíssimo clube de instrumentistas com dicção pessoal, donos de um fraseado claramente identificável. A esse grupo pertencem, por exemplo, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Naná Vasconcelos, Bill Evans, Ornette Coleman, John Coltrane, Thelonious Monk e Anthony Braxton. Além disso, Lelo e Zé Eduardo tocam juntos desde sempre, o que os levou a desenvolver uma verdadeira comunhão. Com sólida formação e extensa trajetória, o saxofonista e flautista carioca Mauro Senise, que participou dos dois primeiros LPs, é uma referência nesses instrumentos no Brasil. O multi-instrumentista e compositor alemão Felix Wagner – que aqui toca clarinete baixo e teclados – é outro antigo colaborador perfeitamente à vontade nessa permanente ebulição que é a música do grupo. Outro alemão, o contrabaixista Frank Herzberg estreia no Grupo Um no posto ocupado por nada menos que Zeca Assumpção, um dos maiores nomes do contrabaixo brasileiro. Herzberg impressiona pela ampla paleta de recursos expressivos, com o arco ou pizzicato, e pela sonoridade cheia. As dez composições do CD – a maior parte escrita por Lelo Nazario – apresentam um recorte interessante da produção do Grupo Um, com ênfase no repertório de “Marcha Sobre a Cidade”, integralmente revisitado. “Mobile/Stabile” e “Sonhos Esquecidos” foram gravadas, respectivamente, em “Reflexões Sobre a Crise do Desejo” e “A Flor de Plástico Incinerada”, enquanto “Velho Mundo Novo” figura no CD “Amálgama” (2014), do Duo Nazario, e “Fragmentum” é uma composição inédita de Felix Wagner. Para os fãs mais antigos, o CD é um registro histórico; para as novas gerações, é uma excelente introdução ao universo das sonoridades do Grupo Um, cheio de fúria, lirismo e rigor.

Grupo Um – Marcha sobre a cidade – 1979
LP lançado de forma independente em 1979, com segunda edição pelo selo Lira Paulistana. Lançado na França pelo selo Syracuse em 1983. Reeditado em CD pela Editio Princeps em 2002.
Grupo um marcha

TracklistHide Credits

1 [B(2)10-0.75-K.78]-P(2)-[O(4)/8-0.75-K77] 7:25
2 Sangue De Negro 4:33
3 Marcha Sobre A Cidade 10:23
4 A Porta Do ”Sem Nexo” 9:52
5 54754-P(4)-D(3)-0 3:06
6 Dala

Piano – Zeca Assumpção

4:00
Bonus Tracks
7 N’daê 2:50
8.1 Festa Dos Pássaros 11:10
8.2 C(2)/9-0.74-K.76

Credits

 

Gravado e mixado no Estúdio Vice-Versa B em 26 e 27/9/79 (faixas 1 a 7). Faixa 8 gravada e mixada no Estúdio Vice-Versa B em 1977.
Produtor Grupo Um
Operador de áudio Wagner
Assistente de estúdio Arquimedes
Corte Joaquim Gonçalves (Vice-Versa)
Capa original Luiz Manini
Desenho Zico Priester
Capa da edição Francesa Claude Goareguer e Thierry Lesage
Foto da contra-capa original Marcos Santilli
Masterização digital
para a reedição em CD:
Lelo Nazario no Utopia Studio

 

Download:

 

https://mega.nz/#!IwpHnTzQ!avKYavDTvhhOgyuGXqfCJW6nVWZJt9mzqbEi9rdEIz4

 

 

Grupo Um ‎– Reflexões Sobre A Crise Do Desejo…/ – 1981

 

LP lançado de forma independente em 1981. Reeditado em CD pela Editio Princeps em 2005

Grupo um reflexões

Tracklist

1 O Homem De Wolfsburg 5:03
2 America L 6:33
Vida (6:55)
3.1 A. N’Daê
3.2 B. Dadão
4 Mobile / Stabile 7:26
5 Reflexões Sobre A Crise Do Desejo 6:58
Bonus Tracks
6 Mata Queimada 5:58
7 O Homem De Wolfsburg (Alternate Take) 2:02
8 Reflexões Sobre A Crise Do Desejo (Alternate Take) 5:52

Credits

 

 

Gravado em junho de 1981 (13 e 14) no estúdio JV. Faixas 7-8 (bônus no CD): mesmas sessões do LP, versões alternativas. Faixa 6 (bônus no CD) gravada no estúdio Vice Versa B em 1977 para trilha de um documentário.
Produção Grupo Um /JV Criação e Produção
mixagem /
engenheiro de som
Sérgio Kenji Okuda (Shao-Lin)
mixagem da base
pré-gravada de
“Mobile / Stabile”
Flavia Calabi e Luiz
Roberto Oliveira
coordenação de estúdio
e programação visual (LP)
Lelo Nazario
fotos Eliana Laurie
concepção e arranjos
de bateria e percussão
Zé Eduardo Nazario
Masterização digital
para a reedição em CD:
Lelo Nazario no Utopia Studio

 

 

Download:

 

https://mega.nz/#!A8pk0TIS!D72bKM0p-0-jbBsZIE49AuC_Pw3_oq1Df0SyozHCiYA

 

 

Grupo Um ‎– A Flor De Plastico Incinerada – 1982

LP lançado pelo selo Lira Paulistana em 1982

grupoum

TracklistHide Credits

1 A Flor De Plastico Incinerada (I)

Narrator – Regina Porto

7:08
2 Duo 4:22
3 ZEN 6:43
4 A Flor De Plastico Incinerada (II) 12:26
5 Sonhos Esquecidos (…Para L.C.) 7:16
… Bônus
6 Olhos De Plexiglass (Inédita) 3:56
7 Sonhos Esquecidos (1° Take) 7:03
8 A Flor De Plastico Incinerada (II) (1° Take) 1:32

Credits

Notes

Remastered in April 2009
Gravado em 09/10 e 30/31 de Outubro de ‘82
O texto que antecede ‘A Flor de Plástico Incinerada (I)’ é de autoria de Luiz Nazario
Áudio / Efeitos especiais Sergio Shao LinEdelho Gianullo
Road-manager Alberto ‘Batata’ Monteiro
Capa Lelo Nazario

 

Download:

 

https://mega.nz/#!w1QBxZoS!we8Tt_plj41LwAbngcYqFXwy3qvdU-c4JiOOHx6–lM

 

 

Grupo Um ‎– Uma Lenda Ao Vivo – 2016

 

Gravado ao vivo no show do Festival no Jazz na Fábrica em 20 de agosto de 2015

grupo um ao vivo.jpg

TracklistHide Credits

1 [B(2)/10-0.75-K.78]-P(2)-[0(4)/8-0.75-K77] 6:52
2 Sangue De Negro

Written-By – Zé Eduardo Nazario

4:04
3 Marcha Sobre A Cidade 15:29
4 A Porta Do “Sem Nexo” 9:52
5 Dala

Written-By – Zeca Assumpção

6:02
6 54754-p(4)-d(3)-0 4:50
7 Fragmentum

Written-By – Felix Wagner

5:05
8 Mobile/ Stabile 11:01
9 Sonhos Esquecidos 8:30
10 Velho Mundo Novo 3:54

Credits

Notes

All compositions Lelo Nazario except as indicated

Released by Selo Sesc (Brazil, 2016).

Download:
Fotos:
Parte do Grupo um com Egberto Gismonti (o primeiro da esquerda pra direita)
Mauro Senise (clarinete), Zeca Assumpção (baixo acústico) e Zé Eduardo Nazário (bateria) eram a banda Academia de Denças
egberto_05
Zé Eduardo Nazário, Lelo e Rodolfo Stroeter

grupo um 4

Grupo Um em ação Lira Paulistana – 1981
grupo um 1.jpg
Aniversário de São Paulo – 1983
Grupo um 2.jpg
Mauro, Zeca, Felix, Lelo e Zé
grupo um 3
Norte Magnético 1976
Grupo um 5
Grupo Um com Hermeto Pascoal – MAM 1976
hermeto_02
Carlinhos Gonçalves, Zeca Assumpção, Marlui Miranda,
Zé Eduardo Nazario, Mauro Senise e Lelo Nazario. 1979
marlui_pagina
Formação atual
grupo um sesc.jpg
Um dos meus grupos favoritos, a banda mais vanguardística do Brasil até hoje.
Fiquem co  2 grandes momentos deles, passado e presente
Repertório Popular Tv Cultura – 1980
Ao vivo no Sesc – 2017