Júlio Ferraz – Débora (Single 2016)

 

JÚLIO FERRAZ MERGULHA NA MULTISSONORIDADE E NAS TEXTURAS PSICODÉLICAS EM SUA ESTREIA SOLO

 

Foto de Marina Azevedojulio ferreaz.jpg

 

Hoje, dia 15 de fevereiro o compositor e multi-instrumentista Júlio Ferraz está lançamento o Single “Débora”, do seu primeiro álbum solo em diversas plataformas virtuais, como Deezer Spotify, iTunes, etc.

 

O Single que também traz como bônus um lado b da atual fase do artista, uma das muitas sobras de estúdio, a canção “Por Trás De Linhas”, antecede o seu primeiro LP solo, “A Ilha Da Inconsciência No Espelho Polifônico Das Bifurcações Do Tempo“,  álbum com previsão de lançamento para o mês de março. Dentro de um teor técnico que transita por vários meios, o álbum passeia pelo jazz, rock psicodélico, folk e tropicalismo. Ainda que com cara de maldito, vem cheio de surpresas para os que pensam delimitar muito do músico e de suas inquietações.

 

Júlio Ferraz é conhecido no cenário musical pelo seu trabalho há nove anos com o Novanguarda, banda pela qual lançou diversos EP’S, Singles e o elogiado pela crítica “A Máquina De Retratos”, disco muito bem aceito, porém, “um álbum que ainda vem sendo descoberto”, segundo o músico. A banda, que há quatro anos trabalha no álbum “Depois do Céu de Diamantes”, engaveta brevemente o material inédito para dar espaço ao músico e suas novas possibilidades.

 

DEBORA single.jpg

Para ouvir o single “Débora” clique no link ao lado: http://www.deezer.com/album/12307058

 

01 – Débora 00.00 (BX-JZC-15-00001)
02 – Por Trás De Linhas 05:33 (BX-JZC-15-00002)

Ⓟ 2016 Discobertas

 

 

Recomendo ficarem atentos a esse disco que vem, por enquanto se deliciem com o single com 2 faixas dos sons solos do meu grande amigo talentoso Júlio Ferraz

César Bras Costa.

 

 

SOBRE JÚLIO FERRAZ – RELEASE 

 

Júlio Ferraz, além de multi-instrumentista e compositor que ora se lança em carreira-solo paralela à sua banda Novanguarda, tem muito mais a dizer em seu favor.

O berço ajudou. A família de Julio tem muitos e muitas violonistas, e ele pertence a uma nova geração (nasceu em 1987) de artistas de Pernambuco, portanto em boa companhia de Gonzagão, Dominguinhos, Luiz Vieira, Alceu Valença, Lula Côrtes, Reginaldo Rossi, a banda Ave Sangria e muito mais gente boa. Pronto! JF só podia começar a fazer música cedo, e começou, tocando guitarra desde os 12-13 anos de idade e compondo desde os 15.

“Eu sou um observador dos movimentos do tempo, e tudo que reflete o meu coração musical está nas ondulações, nos riscos e ruídos que tenho na vida. Sou compositor do dia a dia, e minha obra é bem mais extensa que a quantidade que publico, pois quase se iguala a quantidade de dias que vivo, de dias que sinto, de dias resolvo sangrar, ou mesmo deixo escorrer nos ombros a passagem de tudo que a de melhor ou pior em mim., diz Julio Ferraz. E a música o fascina como um todo: “Tenho um certo repúdio a tags, escuto de tudo, absorvendo o máximo de tudo que me interessa.”

Não deixa de ser curioso Júlio Ferraz ter nascido numa cidade (de apenas 25 mil almas) do sertão pernambucano chamada Floresta. “Passei minha infância entre a fazenda e a cidade; minha família por parte de mãe nasceu toda em fazenda, meu avô era fazendeiro, passei muito tempo correndo pelos arredores do riacho do navio que atravessava a fazenda da minha família e acredito que ali despertou muito da minha sensibilidade. Apesar da seca que domina quase todo momento, eu assisti belos quadros que me fizeram anos depois rabiscar meus primeiros poemas, que dali vieram minhas primeiras canções.” E hoje estas canções já soam mais de 400, todas registradas na Biblioteca Nacional.

Julio Ferraz surgiu como artista em 2006 com a banda Novanguarda, que já gravou um CD e vários EPs. E tem grandes planos para a carreira-solo que se inicia: “Minha estréia solo será com uma trilogia, os três álbuns não vão sair de uma vez, mas terão um prazo de lançamento mais curto entre um e outro. O primeiro dos três álbuns, que será lançado no começo do ano que vem, tem a produção assinada por mim, assim como as composições. Feito de forma completamente analógica, sem loops ou elementos eletrônicos, a gravação contou com a participação de parceiros musicais. Nessa aventura solo vou do jazz ao fuzz-rock, do trip-hop ao folk. O que o público irá ouvir nesse primeiro disco de minha trilogia não é necessariamente a formula da minha carreira, gosto de me reinventar e é isso que ando fazendo durante esses meses quieto no meu laboratório de sons. Tento criar a todo instante, escuto muitos sons sem uma direção exata, desde ruídos a coisas mais concretas.”

O lance inicial de Júlio Ferraz solo é o single “Débora”, e o primeiro álbum tem outras suas odes ao verdadeiro sexo forte: “Roberta”, “Lilly”, “Marcelle”, “Beatriz”, “Cecília”, “Giselle”, “Marina”…

Julio Ferraz é fã das sonoridades dos anos 1960 e 1970, e prefere gravar em equipamento analógico, mas olha para a frente e segue em frente, sem cacoetes nem saudosismos, e nunca seguindo o caminho mais fácil (inclusive usando metais de verdade em vez de tecladeiras). Ainda não completou 30 anos de idade, mas há de ter várias vezes isso de carreira.

Ayrton Mugnaini Jr.
Outubro de 2015

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