Zé da Flauta & Paulo Rafael – Caruá (1980)

Jazz Fusion Psicodélico Brazuka

“Ex-flautista e pifanista do Quinteto Violado, Zé da Flauta se destaca dos outros músicos nordestinos não só por sua seriedade, mas por sua técnica incomparável. Paulo Rafael é, junto com o artista supracitado, um dos principais responsáveis pela qualidade musical das obras do aclamado Alceu Valença e um dos guitarristas do lendário grupo pernambucano de Rock Psicodélico Ave Sangria.  Qual seria o resultado da união dessas duas personalidades musicais? Certamente, música para nossos ouvidos! Ok, agora pense que, além desses dois, participam do disco o gênio Lula Côrtes (criador das pérolas psicodélicas Paêbirú e Satwa), Lenine e ainda Luciano Pimentel (baterista do já citado Quinteto Violado). É, meu caro leitor, é isso mesmo que você está pensando. Música de excelente qualidade. Essencialmente instrumental (com uma exceção, a buliçosa “Zé Piaba”, uma das primeiras obras vocais de Lenine), o disco investe na tradicionalidade da musica nordestina mesclada com o acid-rock e o progressivo europeus (não há como não perceber, por exemplo, as influências de Robert Fripp nas guitarras de Rafael). Não há como não se animar com músicas como “Sai uma Mista”, ou até mesmo relaxar ouvindo “Tema da Batalha”. Pérola, assim como a maioria das obras do Udigrudi nordestino, Caruá é um disco único, que vale a pena ser ouvido e divulgado. Afinal de contas, música séria tem que ser encarada com seriedade!”

Fonte do texto:

http://saqueandoacidade.blogspot.com/2009/08/ze-da-flauta-paulo-rafael-carua-1980.html

Intérprete: Zé Da Flauta E Paulo Rafael
Álbum: Caruá
Ano: 1980
Selo/Gravadora: Independente
Nº de catálogo: ZP-001
Produção e Arranjos: Paulo Rafael e Zé da Flauta

1. Sai Uma Mista
(Zé da Flauta)
2. Rebimbela da Parafuseta
(Paulo Rafael)
3. Baião da Barca
(Zé da Flauta)
4. Ponto de Partida
(Zé da Flauta / Paulo Rafael / Wilson Meireles)
5. Tema da Batalha
(Paulo Rafael)
6. Fora de Órbita
(Paulo Rafael)
7. Entardecer
(Paulo Rafael)
8. Zé Piaba
(Zé da Flauta)
Participação: Lenine
9. Gota Serena
(Zé da Flauta)

Fazia tempos que queria postar esse disco aqui no blog, mas a falta de tempo me impediu de fazer isso antes, jazz brasileiro com influencias  de rock, psicodelia, progressivo, maracatu, baião, frevo, etc.

No disco tem várias participações como Israel Semente Proibida ex baterista do Ave Sangria já falecido, Lenine no começo de carreira (tocando percurssão e cantando na unica música com vocal do disco) e o gênio da Psicodelia Lula Côrtes e seu tricórdio mágico nas faixas Entardecer e Gôta Serena.

Fica o disco em mais uma homenagem a ele que faleceu dia 25/03/2011.

Download:

https://mega.co.nz/#!RwxkBKYD!oL-J9fb_vyFsYUI4XrCiQCYQ9WTg_Mgsvgu0xIcO1fk

Audio/Preview – Baião da Barca

Lula Côrtes

Homenagem póstuma ao grande gênio da psicodelia mundial que faleceu na madrugada de sábado dia 26/03/2011.

Cantor, músico e compositor, na década de 1970 foi um dos primeiros a fundir ritmos regionais nordestinos com o rock and roll, juntamente com Zé Ramalho e outros artistas.

Seu instrumento principal é o Tricórdio que é a cítara popular de Marrocos,mas era multi-instrumentista (violão, baixo, guitarra, citara, harpa) mas da década de 80 pra frente começou a cantar também suas próprias composições com sua poesia fantástica.

Obra: Em 1972, lança, com Laílson, o LP Satwa (Rozemblit, Recife); em dezembro de 1974, termina a gravação do álbum duplo “Paêbiru”, com Zé Ramalho, mas o álbum não é lançado porque a gravadora Rozemblit, foi atingida por uma grande enchente; LP O Gosto Novo da Vida (Ariola); LP Rosa de Sangue (Rozemblit; não chegou ao mercado por conta de briga jurídica com a gravadora); LP A Mística do Dinheiro (gravado pela Rozemblit mas nunca lançado); LP O Pirata (gravado em São Paulo e também nunca lançado); LP Nordeste, Repente e Canção (Discos Marcus Pereira); CD Lula Cortes & Má Companhia (1997).

É, também, pintor e lançou livros de poesia, entre os quais “Bom Era Meu Irmão, Ele Morreu, Eu Não”.

História:

Tudo começou em 1973, com a gravação de ‘Satwa’, o primeiro disco independente da história da música popular brasileira. Esse disco foi gravado nos estúdios da extinta gravadora Rozenblit em Recife, com Lailson tocando craviola, Lula Côrtes no tricórdio (instrumento marroquinho)e com participação de Robertinho do Recife nas guitarras. O disco foi pouco divulgado e recém descoberto e lançado nos Estados Unidos. Lailson virou cartunista e ganhou vários prêmios com o novo ofício.
Depois disso Lula Côrtes gravou o antológico ‘Paêbiru’ com Zé Ramalho. Disco baseado nas escritas de Pedra do Ingá, no sítio arqueológico de Ingá do Bacamarte. Esse disco é peça raríssima do cancioneiro brasileiro. Quando foi prensado, em 1975, Lula Côrtes levou 300 cópias para casa, onde morava com a cineasta Kátia Mesel. O resto foi destruído por uma enchente que inundou a gravadora Rozenblit. Por isso o disco ficou com essa áurea de mito, lenda urbana etc, e as cópias lançadas na época são vendidas a peso de ouro nos sebos e leilões da vida.

Na década de 80, Lula gravou ‘O Gosto Novo da Vida’ e ‘Rosa de Sangue’, outra raridade que não foi comrcializada por causa de uma briga com a gravadora, Rozenblit. No final da década, Lula juntou-se com Jarbas Mariz (atual parceiro de Tom Zé) e gravou mais um disco instrumental, em que a psicodelia é ponto forte. Esse disco tinha o intuito de alcançar o sagrado através da música primordial, de acordo com a expressão ‘Bom Shankar Bolenajh’, que deu título ao álbum. O disco tem participação de Paulo Ricardo (ex-RPM), Alberto Marsicano, e Oswaldinho do Acordeon.

Nos anos 90, Lula conheceu a banda do guitarrista Xandinho, ‘Má Companhia’, que tocava covers de clássicos do rock setentista, e juntos lançaram um disco em 1995. Em 1997, outro disco, ‘A Vida Não é Sopa’, gravado ao vivo, que foi lançado alguns anos depois (por isso a diferença de datas aqui e no link). Fica ai o resultado da união de grandes expoentes do rock pernambucano, Xandinho com a banda ‘Má Companhia’ e Lula Côrtes, dono de uma discografia cheia de álbuns antológicos.

Lula Côrtes ainda tem outros discos em sua vasta discografia, que não constam aqui, como ‘Nordeste, Repente e Canção’, lançado pelo selo Marcus Pereira, e outros inéditos como ‘A Mística do Dinheiro’ e ‘O Pirata’. Além de outros dois discos com a banda ‘Má Companhia’, ‘Ao Vivo no Teatro do Parque’ e ‘Ao Vivo no Curupira’. Por isso quem tiver algum desses discos que coloque ali, nos comentários. Mas quem quiser comprar os CDs, entre em contato com macompanhia@gmail.com.

O artista pernambucano Luiz Augusto Martins Côrtes, conhecido como Lula Côrtes, 61, morreu na madrugada deste sábado (26) no hospital Barão de Lucena, em Recife. O artista foi um dos pioneiros na mistura do rock com ritmos nordestinos.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/894393-musico-e-escritor-pernambucano-lula-cortes-morre-em-recife.shtml

Entrevista foda com o cara, revelando toda a sua trajetória como multi-artista (cantor, músico, poeta, escritor, pintor e desenhista)

http://www.interpoetica.com/site/index.php?/entrevista/Lula-C%C3%B4rtes.html

Lula Côrtes & Laílson – Satwa -1973

(primeiro disco independente do Brasil)

1. Satwa
2. Can I be Satwa
3. Alegro piradíssimo
4. Lia, a rainha da noite
5. Apacidonata
6. Amigo
7. Atom
8. Blue do cachorro muito louco
9. Valsa dos cogumelos
10. Alegria do povo

https://mega.co.nz/#!88YnhKwC!zowRdw-nxlBPU2lUWj4U-Vvy-E8S-063LAoTR-gdJKU

 

 

Som transcendental e viajante totalmente acustico, Lula no tricórdio e Lailsson na craviola (viola de 12 cordas)

Instrumental, com pequenas incursões vocais, o disco traz dez canções “produtos mágicos das mentes e dedos de Lailson e Lula”, como diz na contra-capa do álbum, produzido pela dupla, mais Kátia. Além dos de Lula e Lailson, Robertinho de Recife também faz uma ponta no disco, tocando ‘lead guitar’ em ‘Blue do Cachorro Muito Louco’, um blues lento e viajandão.

O som predominante do disco, no entanto, é um folk nordestino/oriental, resultado da mistura da cítara popular tocada por Lula, e da viola de 12 cordas de Lailson. Algo como uma sucessão de ragas ou mantras, interpretadas por Cego Aderaldo movido a incenso, cogumelos e outros “expansores da musculatura mental”, como diz Arnaldo Baptista.

Lula Côrtes & Zé Ramalho – Paêbirú (1975)

O Disco mais caro e disputado nos sebos do Brasil

Um vinil de 1975 (só existem 300) custa 4 mil reais em média

1. Trilha de Sumé (Culto à terra/ Bailado das muscarias)
2. Harpa dos ares
3. Não existe molhado igual ao pranto
4. Omm
5. Raga dos raios
6. Nas paredes de pedra encantada, os segredos talhados por Sumé
7. Marácas de fogo
8. Louvação a Iemanjá
9. Beira Mar
11. Pedra templo animal
12. Sumé

 

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Trata-se do raríssimo álbum duplo “Paêbirú”, creditado a Lula Cortês e Zé Ramalho, gravado entre os meses de outubro e dezembro de 1974, na gravadora Rozemblit, em Recife (PE). Com eles, estão Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros. Na época, Lula Cortês tinha em seu currículo o álbum “Satwa” (1973), que trazia canções com título como “Alegro Piradíssimo”, “Blues do Cachorro Louco” e “Valsa dos Cogumelos”. Zé Ramalho, já tocando com Alceu Valença, tinha em sua bagagem a experiência de grupos de Jovem Guarda e beatlemania, como Os Quatro Loucos, o mais importante de todo o Nordeste.

Clássico do pós-tropicalismo, com (over)doses de psicodelia, o álbum trazia seus quatro lados dedicados aos elementos “água, terra, fogo e ar”. Nesse clima, rolam canções como o medley “Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias”, com seus13 minutos de violas, flautas, baixão pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais “árabes”, ou a curta e ultra-psicodélica “Raga dos Raios”, com uma fuzz-guitar ensandecida. E, destaque do álbum, a obra-prima “Nas Paredes da Pedra Encantada, Os segredos Talhados Por Sumé” (regravada por Jorge Cabeleira, com participação de Zé Ramalho), com seu baixo sacado de Goin’ Home dos Rolling Stones sustentando os mais pirados 7 minutos do que se pode chamar de psicodelia brasileira.

O disco por si só é uma lenda, mas ficou mais interessante ainda pelas situações que envolveram a sua gravação. A gravadora Rozenblit ficava na beira do rio Capiberibe, e o disco, depois de gravado, foi levado por uma das enchentes que assolavam a região. Conta a lenda que sobraram apenas umas trezentas cópias do disco, hoje nas mãos de poucos e felizardos colecionadores, muitas das quais no exterior, onde foram parar a preço de ouro. Contando com a co-produção do grupo multimídia Abrakadabra, o disco trazia um rico encarte, que também sucumbiu ao aguaceiro.

 

 

1980 Rosa de Sangue

lula cortes rosa de sangue
1. Lua viva
2. Balada da calma
3. Casaco de pedras
4. Nordeste oriental
5. Bahjan, oração para Shiva
6. São tantas as trilhas
7. Noite prêta
8. Dos inimigos
9. A pisada é essa
10. Rosa de sangue

 

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MITICO LP Rosa de Sangue (Rozemblit; não chegou ao mercado por conta de briga jurídica com a gravadora)

“Rosa de Sangue” é isso: são frevos, forrós, guitarras nervosas e até cítaras em “Oração para shiva”, na mistureba clássica dos sons da contracultura brasileira.

Além do som ser ótimo, as letras também são bem legais.


1981 O Gosto Novo da Vida

1. Desengano
2. Dos inimigos
3. Lua viva
4. São várias as trilhas
5. Patativa
6. Canção da chegada
7. Quadrilha atômica
8. Brilhos e mistérios
9. Gira a cabeça
10. O morcego

Disco mais pop que chegou a fazer sucesso, mas novamente por brigas com a antiga gravadora a divulgação foi prejudicada.

Participações de Dominguinhos e Zé da Flauta entre outros.

 

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1988 Bom Shankar Bolenajh (Lula Côrtes & Jarbas Maris)

1. Balada para quem nunca morre
2. Orvalho na paisagem
3. Shotsy (Síntese do oriente e ocidente)
4. Valeu a pena
5. Forró pro mundo inteiro
6. Eu tentei
7. Maracatu pesado
8. Inverno I e II
9. Tema para Christina

Disco instrumental na linha do Satwa, Jarbas Mariz hoje toca na banda do Tom Zé e participou do Paiberu e do Rosa de Sangue.
Além disso o disco tem participações do lendário guitarrista Ivinho (Ave Sangria) nas musicas Maracatau Pesado e Inverno I e II, do baixista Paulo Ricardo em Eu Tentei e Oswaldinho do Acordeon em Forró pro Mundo Inteiro.

 

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1995 Lula Côrtes & Má Companhia

1. Reduzido à pó
2. A tirana
3. Meus caros amigos
4. As estradas
5. Nasci para chorar
6. Balada do tempo perdido
7. A força da canção
8. Rock do segurança (Gilberto Gil)
9. Os piratas
10. O homem e o mar

 

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Primeiro disco com a banda Má Companhia do guitarrista Xandinho numa linha mais Rock’n roll clássico e blues, mas ainda com suas letras surreais e poéticas e um pouco das influências orientais e nordestinas na utilização de  instrumentos como citara (tocada por Robertinho do Recife , que também produziu o disco) e Acordeon.

2006-  A Vida Não é Sopa (& Má Companhia) -gravado em 1997

1. Eu fiz pior

2. Versos perversos
3. A seca
4. Israel
5. O balada cavernosa
6. O clone
7. O indiozinho
8. Tá faltando ar
9. Qualquer merda
10. Pense e dance
Em 2006, Lula Cortês e Má Companhia lançaram o disco ‘A Vida Não É Sopa’ gravado ao vivo na Estação do Som em 1997. O disco saiu pelo selo ‘Sopa Diário’.
Na guitarra, o antigo guitarrista da banda, o lendário Claudio Munheca. Destaque para as faixas “Eu fiz pior” e “Tá faltando ar”.

https://mega.co.nz/#!8sol2Z4a!wf-jguYcuPjVgU3nzLPEjKrQ7lDxtuTfP-J-w6wLGCo

Ao vivo no Curupira, ano??

Mais um bootleg pos fãs – atualizado em 22/07/2014

Set List

01 – Intro

02 – Maracatu pesado

03 – Espelho Cristalino ( Alceu Valença)

04 – Reduzido a pó

05 – O indiozinho

06 – Os piratas

07 – As estradas

08 – Dos inimigos

09 – Unknown

10 – Garoto de aluguel (Zé Ramalho)

11 – Sessão das 10 (Raul Seixas)

12 – Versos perversos

13 – Tá faltando ar (negro gato)

14 – O clone

15 – Má companhia – Smoke in the water (Deep Purple)

 

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Paticipações:

Fora todos esses discos o Lula ainda participou tocando Tricórdio nos principais discos do movimento Udigrudi (ver tópico).

Flaviola & o Bando do Sol de 1973

Marconi Notaro – No Sub Reino … de 1973

Alceu Valença -Molhado de Suor de 1974

Zé Ramalho -1978 toca nas músicas Noite Preta (onde divide a composição e toca tricórdio elétrico) e a clássica Chão de Giz.

Canta e grita em uma música (bem pesada por sinal) do disco Hora da Batalha de 2004 da grande banda Punk/Hc Devotos (que eu gosto muito).

Tem também essa participação nesse disco  (que ja foi postado aqui) que revive todo o movimento Udigrudi, ele canta e toca tricórdio em duas musicas (as estradas e dos inimigos).

A Turma do Beco do Barato – Antologia 70 – 2004

A Turma do Beco do Barato, projeto idealizado por Humberto Felipe, fã da Ave Sangria, acabou sendo a oportunidade de vários artistas registrarem algumas de suas composições pela primeira vez, após cerca de 30 anos. É o caso da Phetus, que finalmente gravou duas de suas canções até hoje inéditas em disco. E mesmo da Ave, que acabou em 1975 – quando já contava com repertório para um segundo LP – e contribui no CD com nada menos do que nove composições, apenas duas delas regravações. Os outros dois temas são de autoria de Lula Côrtes.

“Toda essa história ficou meio esquecida”, diz Humberto, explicando o porquê da realização do CD. “Tanto de gente de hoje quanto de quem viveu a época e não estava antenado.” Admirador da Ave Sangria, conta que, no início, pensou no trabalho como uma homenagem ao grupo com a participação de convidados. “Ao invés de ficar limitado a um nome, resolvi ampliar, não usar o nome Ave Sangria, mas pegar o mais representativo e fazer a Antologia 70”, resume.

faixas:
01 as estradas [lula côrtes]
02 vacas roxas [lailson]
03 vento vem [israel semente]
canta: marco polo e humberto felipe
04 marginal [marco polo]
05 dois navegante [almir de oliveira]
06 o pirata [marco polo]
07 dos inimigos [lula côrtes]
08 anjos de bronze [lailson]
09 fora da paisagem [almir de oliveira]
10 janeiro em caruaru/noturno nº0/mina do mar [marco polo]

todas as músicas são interpretadas por seus autores, exceto a faixa 3.

 

https://mega.co.nz/#!l0xllLCb!dP7mDRrkNO29b_16g7aaI1IouKIj4M7-7IME5XfNh2g

 

 

Video – Vou Danado pra Catende com Alceu Valença

Esse video ja foi postado na Tópico sobre o Movimento Udigrudi mas é uma dos raros videos dos anos 70 onde Lula aparece tocando seu Tricórdio, junto com Alceu , Zé Ramalho na viola, o grande Zé da Flauta e parte do Ave Sangria Paulo Raphael que era guita base, mas ta no baixo, Israel Semente na betera, Agricinho na percurssão e o lendário  guitarrista Ivinho destruindo tudo.

Download dessa faixa

http://www.mediafire.com/?f70akteaaeiq6hh

Trailer -Documentário Paebiru.

Teaser” do documentário Nas Paredes da Pedra Encantada, sobre o álbum Paêbirú – Caminho da Montanha do Sol, de Lula Côrtes & Zé Ramalho (1975). Dirigido por Cristiano Bastos & Leonardo Bomfim

Matéria da Rolling Stone Brasil sobre o lendário disco Paéberu:

http://www.rollingstone.com.br/edicoes/24/textos/3426/

Video recente do mestre

Rock’n Roll é isso cantar a plenos pulmões com um câncer na garganta.

RIP

Morre o homem mas a obra é eterna.

Por dentro do Movimento Udigrudi Recifense

Ze Ramalho, Alceu Valença e Lula Cortes no festival Abertura em 1975

De discografia reduzida, o movimento Udigrudi foi retratado como o movimento contra-cultural recifense, passando pelo conceito de “underground”. A riqueza desse movimento foi ilustrado não apenas pela música, mas também por peças teatrais, textos, cinema, artes plásticas e até artesanato, levando em conta os bonecos e as críticas exarcebadas de alguns mestres artesãos de Caruaru, que estavam em ligação próxima ao mundo da música.
Iniciado na década de 1970 e embalado na psicodelia “pós-woodstockiana” e geração beatnik, muitos o nomearam de beat-psicodelia recifense, recebendo influências também da beatlemania, tropicalismo, jovem guarda e regionalismo. Continua sendo divulgado graças aos CD-r’s, já que poucos títulos dessa época foram relançados em CD’s.

Referências ao Movimento

Alceu Valença
Aratanha Azul
Ave Sangria
Geraldo Azevedo
Ivinho
Laboratório de Sons Estranhos
Laílson
Marconi Notaro
Paulo Rafael
Phetus
Robertinho do Recife
Zé da Flauta
Luiz Carlos Maciel
Zé Ramalho

Video Classico com as figuras chave da Porra Toda

Vou Danado Pra Catende – 1975

Alceu Valença e o grupo Trem de Catende, que contava com parte dos integrantes da banda Ave Sangria. Vídeo produzido para o Festival Abertura, realizado pela Tv Globo, onde a música foi contemplada na categoria “Pesquisa”.

Alceu Valença (voz e violão);
Zé Ramalho (voz e viola);
Lula Côrtes (tricórdio);
Zé da Flauta (flauta);
Ivinho (guitarra);
Paulo Raphael (baixo);
Israel Semente Proibida (bateria);
Agricinho Noia (percussão);

*Percussionista do lado direito não identificado.

Discos do Movimento

Quadrafônico” é o primeiro álbum de Alceu Valença e Geraldo Azevedo, lançado em 1972.

Arranjos de Rogério Duprat

set list:

1. Me dá um beijo (Alceu Valença)
2. Virgem Virginia (Alceu Valença – Geraldo Azevedo)
3. Mister mistério (Geraldo Azevedo)
4. Novena (Geraldo Azevedo – Marcus Vinicius)
5. Cordão do Rio Preto (Alceu Valença)
6. Planetário (Alceu Valença)
7. Seis horas (Alceu Valença)
8. Erosão (Alceu Valença)
9. 78 rotações (Alceu Valença – Geraldo Azevedo)
10. Talismã (Alceu Valença – Geraldo Azevedo)
11. Ciranda de Mãe Nina (Alceu Valença)
12. Horrível (Alceu Valença)

Download:

https://mega.co.nz/#!Z1gyzICI!wSRn2V7HotSHhlKp_vXbgsJ5ttbtLfaDb6rl6u9XC1Y

Molhado de Suor (1974) – Alceu Valença

“Molhado de Suor” é o segundo álbum do cantor pernambucano Alceu Valença, lançado em 1974.

set list:

1. Borboleta (Alceu Valença)
2. Punhal de prata (Alceu Valença)
3. Dia branco (Alceu Valença)
4. Cabelos longos (Alceu Valença)
5. Chutando pedras (Alceu Valença)
6. Molhado de suor (Alceu Valença)
7. Mensageira dos anjos (Alceu Valença)
8. Papagaio do futuro (Alceu Valença)
9. Dente de ocidente (Alceu Valença)
10. Pedras de sal (Alceu Valença)

Lula Côrtes no tricórdio e arranjos do maestro Waltel Branco.

Download:

https://mega.co.nz/#!8sQ03C5I!Qohs7p6brS3iZbzL2Zr17Gy3GkvNQZN5BxqDOhQnJuI

Vivo! (1976) – Alceu Valença

“Vivo!” é o terceiro album do cantor pernambucano Alceu Valença, lançado em 1976.

set list:

1. Casamento da raposa com o rouxinol
2. Descida da ladeira
3. Edipiana nº 1 (Alceu Valença – Geraldo Azevedo) / Emboladas (Treme Terra-Beija Flor)
4. Você pensa
5. Punhal de prata
6. Pontos cardeais
7. Papagaio do futuro / Emboladas (Treme Terra-Beija Flor)
8. Sol e chuva

Nessa banda de palco tinha Zé Ramalho na viola, Zé da Flauta, Israel (bateria) e Paulo Rafael (guitarra) esses 2 últimos do Ave Sangria e Dicinho no baixo.

Download:

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Ave Sangria 

Ave Sangria (1974)

Reza a lenda que o nome Ave Sangria surgiu da sugestão de uma cigana meio louca encontrada no interior da Paraíba pela banda, que na época se chamava Tamarineira Village. O vocalista Marco Polo explica: “Ela gostou de nossa música e fez um poema improvisado, referindo-se a nós como aves sangrias. Achamos legal. O sangria, pelo lado forte, sangüíneo, violento do Nordeste. O ave, pelo lado poético, símbolo da liberdade do nosso trabalho”.Os integrantes do Ave Sangria chegaram em 1974 ao estúdio de gravação Hawai, na Avenida Brasil, Rio de Janeiro, empunhando peixeiras, como uma forma de antecipar as piadas que viriam diante do fato de todos serem nordestinos, algo infelizmente comum na época e que ainda se pode ver hoje em dia. As gravaçoes foram cheias de problemas, o som saiu mais acústico e a banda esperava algo mais rockn’roll, o chamado “amaciado”. Como se não bastasse a arte da capa sofreu um remendo, maneira que a gravadora encontrou para não pagar os direitos autorais ao ilustrador Laílson de Hollanda Cavalcanti.

Apesar dos contratempos, o disco consegue trazer um som original que mistura a psicodelia com as raízes da música nordestina. Um fundo musical para as viagens poetizadas contidas nas letras das belas canções que ilustram o trabalho.

Em 1975 o Ave Sangria se despediu com o show Perfumes & Baratchos mas deixaram sua marca viva na música brasileira e principalmente nordestina. Marco Polo (vocais), Ivson Wanderley (guitarra solo e violão), Paulo Raphael (guitarra base, sintetizador, violão, vocal), Almir de Oliveira (baixo), Israel Semente (bateria) e Juliano (percussão), o Ave Sangria, os Rolling Stones do Nordeste, apesar do falecimento precoce…brincaram de fazer música.

set list:

1. Dois Navegantes
2. Lá Fora
3. Três Margaridas
4. O Pirata
5. Momento na Praça
6. Cidade Grande
7. Seu Waldir
8. Hei! Man
9. Por Que?
10. Corpo em Chamas
11. Geórgia, a Carniceira
12. Sob o Sol de Satã

Download:

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Perfumes y Baratchos (1974) – Ave Sangria Ao Vivo

Nos dias 28 e 29 de dezembro de 1974, a hoje cult e lendária Ave Sangria fazia no vetusto Teatro Santa Isabel o show Perfumes Y Baratchos.
Foi uma curta temporada de apenas duas concorridas apresentações (com tanta gente no lado de fora, que na metade de cada show, o vocalista Marco Polo mandava que os portões fossem abertos).

Foi a mais bem sucedida apresentação da curta carreira da Ave Sangria. No entanto, aquele seria o canto de cisne do grupo, que se dissolveria logo depois.


set list:

01 – Grande Lua
02 – Janeiro em Caruaru
03 – Vento Vem (Boi Ruache)
04 – Dia-a-dia
05 – Geórgia, a Carniceira
06 – Sob o Sol de Satã
07 – Instrumental
08 – Por Que
09 – Hey Man
10 – O Pirata
11 – Lá Fora

Download:

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Flaviola e o Bando do Sol – Flaviola e o Bando do Sol (1976)

Faixas:
01. Canto Fúnebre
02. O Tempo
03. Noite
04. Desespero
05. Canção do Outono
06. Do Amigo
07. Brilhante Estrela
08. Como os Bois
09. Palavras
10. Balalaica
11. Olhos
12. Romance da Lua
13. Asas

Outro representante da geração nordestina pós-tropicalismo, que teve em Paêbirú, de Lula Côrtes e Zé Ramalho, sua expressão mais radical. Também pernambucano, Flaviola e o Bando do Sol gravou apenas um álbum, lançado pelo selo local Solar, em 1974. Com base em ritmos regionais, produziram um raro mix de folk-rock-psicodelia, que permanece com extrema atualidade. Instrumental rico, na base de violões, violas, guitarras, flautas e percussão.

Basicamente acústico, com uma poesia ímpar, o disco é mais um exemplo da energia, da vontade de crair algo novo, que abundava no Recife. Uma comparação com os ingleses de “The Incredible String Band” não é de todo absurda.

Participam do disco Flávio Lira (o Flaviola), Lula Côrtes, Paulo Raphael, Robertinho do Recife, e Zé da Flauta

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Marconi Notaro – No Sub Reino dos Metazoários (1973)

Faixas:
01. Desmantelado
02. Ah Vida Ávida
03. Fidelidade
04. Maracatú
05. Made in PB
06. Antropológica
07. Antropológica ii
08. Sinfonia em Ré
09. Não Tenho Imaginação pra Mudar de Mulher
10. Ode a Satwa

O LP ‘No Sub Reino dos Metazoários’, de Marconi Notaro, é dos expoentes da cena psicodélica nordestina. Lançado em 1973, enquadra-se na linha de obras como os discos de Lula Côrtes & Lailson – ‘Paebirú’ e ‘Satwa’, clássicos da psicodelia nacional.

Ultra-psicodélico em alguns momentos, o disco abre com o samba ‘Desmantelado’ (composto por Notari em 1968, “nos áureos tempos do Teatro Popular do Nordeste), com o regional formado por Notari, Robertinho de Recife, Zé Ramalho e Lula, entre outros. A segunda faixa, ‘Ah Vida Ávida’, com ‘Notaro jogando água na cacimba de Itamaracá’, mais Lula na ‘cítara popular’ e Zé Ramalho na viola indicam o que vem a seguir, um misto de alucinada psicodelia com pinceladas da mais singela música popular, como o frevinho ‘Fidelidade’ (… “permaneço fiel às minhas origens, filho de Deus, sobrinho de Satã” …).

O momento mais radical disco álbum é a quinta faixa, ‘Made in PB’, parceria de Notaro com Zé Ramalho, um rockaço clássico, destacando a guitarra distorcida de Robertinho de Recife e efeitos de eco. As músicas ‘Antropológicas 1′ e ‘Antropológica 2′, como a maioria das outras canções, são improvisos de estúdio, reunindo os músicos já citados, com ótimo resultado sonoro e poético.
Com produção do pessoal do grupo multimídia de Lula Côrtes e sua mulher Kátia Mesel, o disco foi gravado nos estúdio da TV Universitária de Recife e da gravadora Rozenblit, também na capital pernambucana. A capa é um desenho de Lula Côrtes, tão chapado esteticamente quanto o som que o tosco papelão embalava, com uma foto de Marconi Notaro no centro, com o rosto dividido entre a capa frontal e a contracapa.

O álbum, infelizmente, como a maioria do catálogo da Rozenblit permanece inédito, esperando uma cuidada reedição oficial. O LP original é praticamente impossível de ser encontrado, mas uma ótima cópia em CDr já circula no universo de colecionadores.

Texto de Fernando Rosa, publicado no site Senhor F.

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Lula Côrtes & Lailson – Satwa (1973)

Faixas:
01. Satwa
02. Can I Be Satwa
03. Alegro Piradíssimo
04. Lia, a Rainha da Noite
05. Apacidonata
06. Amigo
07. Atom
08. Blue do Cachorro Muito Louco
09. Valsa dos Cogumelos
10. Alegria do Povo

O raro ‘Paêbirú’ com Zé Ramalho é clássico, mas ‘Satwa’, desta vez com Lailson, é outra obra-prima do pernambucano Lula Côrtes, que não merece a obscuridade a que foi submetida por três décadas.

Gravado em 1973, o disco traz a dupla tomada por uma lisergia pós-Woodstock, capaz de assustar incautos ouvintes em pleno 2001. Músicas como ‘Alegro Piradissimo’, ‘Valsa dos Cogumelos’ ou ‘Blue do Cachorro Muito Louco’ não deixa dúvidas sobre o conteúdo do vinil tosco, mas com ótimo som.

Instrumental, com pequenas incursões vocais, o disco traz dez canções “produtos mágicos das mentes e dedos de Lailson e Lula”, como diz na contra-capa do álbum, produzido pela dupla, mais Kátia. Além dos de Lula e Lailson, Robertinho de Recife também faz uma ponta no disco, tocando ‘lead guitar’ em ‘Blue do Cachorro Muito Louco’, um blues lento e viajandão.

O som predominante do disco, no entanto, é um folk nordestino/oriental, resultado da mistura da cítara popular tocada por Lula, e da viola de 12 cordas de Lailson. Algo como uma sucessão de ragas ou mantras, interpretadas por Cego Aderaldo movido a incenso, cogumelos e outros “expansores da musculatura mental”, como diz Arnaldo Baptista.

Fruto da cena nordestina pós-tropicalismo e/ou psicodélica, ‘Satwa’ foi “curtido” nos Estúdios da Rozenblit, em Recife, entre os dias 20 e 31 de janeiro de 1973. Participam do disco, ainda Paulinho Klein, que divide com Lula as “curtições fotográficas” e o engenheiro de som Hercílio Bastos (dos Milagres).

Com tiragem limitada e distribuição basicamente regional, o disco desapareceu tão logo surgiu, permanecendo como uma lenda para o restante do país. Sem reedição em vinil, e inédito em cd, ‘Satwa’ ainda não entrou para o catálogo informal de cdrs que, mal ou bem, democratiza o acesso à história musical do país.

Texto de Fernando Rosa, originalmente publicado no site www.senhorf.com.br.

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Paêbirú (1975) – Lula Cortês e Zé Ramalho

A primeira vez que o Brasil ouviu Zé Ramalho da Paraíba foi na voz de Vanusa, que gravou a canção Avohay em seu disco “Vanusa – 30 Anos”, em 1977, pela Som Livre. Um ano após, já sem o ‘Paraíba”, Zé Ramalho ganhou as paradas nacionais com sua enigmática e encantadora mistura sonora. Antes disso, noi entanto, tão fantástica quanto suas letras, a história de Zé Ramalho registra a gravação de um disco que ficou perdido nos escaninhos do tempo.

Trata-se do raríssimo álbum duplo “Paêbirú”, creditado a Lula Cortês e Zé Ramalho, gravado entre os meses de outubro e dezembro de 1974, na gravadora Rozemblit, em Recife (PE). Com eles, estão Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros. Na época, Lula Cortês tinha em seu currículo o álbum “Satwa” (1973), que trazia canções com título como “Alegro Piradíssimo”, “Blues do Cachorro Louco” e “Valsa dos Cogumelos”. Zé Ramalho, já tocando com Alceu Valença, tinha em sua bagagem a experiência de grupos de Jovem Guarda e beatlemania, como Os Quatro Loucos, o mais importante de todo o Nordeste.

Clássico do pós-tropicalismo, com (over)doses de psicodelia, o álbum trazia seus quatro lados dedicados aos elementos “água, terra, fogo e ar”. Nesse clima, rolam canções como o medley “Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias”, com seus13 minutos de violas, flautas, baixão pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais “árabes”, ou a curta e ultra-psicodélica “Raga dos Raios”, com uma fuzz-guitar ensandecida. E, destaque do álbum, a obra-prima “Nas Paredes da Pedra Encantada, Os segredos Talhados Por Sumé” (regravada por Jorge Cabeleira, com participação de Zé Ramalho), com seu baixo sacado de Goin’ Home dos Rolling Stones sustentando os mais pirados 7 minutos do que se pode chamar de psicodelia brasileira.

O disco por si só é uma lenda, mas ficou mais interessante ainda pelas situações que envolveram a sua gravação. A gravadora Rozenblit ficava na beira do rio Capiberibe, e o disco, depois de gravado, foi levado por uma das enchentes que assolavam a região. Conta a lenda que sobraram apenas umas trezentas cópias do disco, hoje nas mãos de poucos e felizardos colecionadores, muitas das quais no exterior, onde foram parar a preço de ouro. Contando com a co-produção do grupo multimídia Abrakadabra, o disco trazia um rico encarte, que também sucumbiu ao aguaceiro.

Hoje “top 10″ das paradas de CDr no país e ítem valioso no mercado internacional de raridades psicodélicas, o álbum segue misteriosamente inédito no mundo digital. Com isso, a indústria dicográfica brasileira perde uma boa oportunidade de provar que se preocupa um pouco mais do que com o tilintar da caixa-registradora. “Paêbirú”, que quer dizer “o caminho do sol” (para os incas), poderia ser o primeiro de uma série de raridades a ganhar a luz do dia, para ocupar uma fatia de mercado que, se pequena comercialmente, é fundamental para a preservação da cultura musical brasileira.

(Texto de Fernando Rosa, originalmente publicado na revista Showbizz.)

set list:

1. Trilha de Sumé / Culto à terra / Bailado das muscarias (Lula Côrtes – Zé Ramalho)
2. Harpa dos ares (Geraldo Azevedo – Zé Ramalho – Lula Côrtes)
3. Não existe molhado igual ao pranto (Zé Ramalho – Lula Côrtes)
4. OMM (Zé Ramalho – Lula Côrtes)
5. Raga dos raios (Zé Ramalho – Lula Côrtes)
6. Nas paredes da pedra encantada, os segredos talhados por Sumé (Marcelo – Zé Ramalho – Lula Côrtes)
7. Maracas de fogo (Zé Ramalho – Lula Côrtes)
8. Louvação à Iemanjá / Regato da montanha (Zé Ramalho – Lula Côrtes)
9. Beira mar (Zé Ramalho – Lula Côrtes)
10. Pedra templo animal (Zé Ramalho – Lula Côrtes)
11. Sumé (Zé Ramalho – Lula Côrtes)

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Zé Ramalho (1978) – Zé Ramalho

Primeiro álbum do cantor paraibano Zé Ramalho, lançado em 1978. O álbum conta com a participação do tecladista Patrick Moraz, da banda inglesa Yes, na faixa “Avôhai”.
Tambem de Ivinho na viola em Avohai e Sergio Dias na guitarra psicodelica da dança das borboletas.

set list:

1. Avôhai (Zé Ramalho)
2. Vila do Sossego (Zé Ramalho)
3. Chão de Giz (Zé Ramalho)
4. A Noite Preta (Alceu Valença – Zé Ramalho – Lula Côrtes)
5. A Dança das Borboletas (Alceu Valença – Zé Ramalho)
6. Bicho de 7 Cabeças (Geraldo Azevedo – Zé Ramalho)
7. Adeus Segunda-Feira Cinzenta (Geraldo Azevedo – Zé Ramalho)
8. Meninas de Albarã (Zé Ramalho)
9. Voa, Voa (Zé Ramalho)
10. Avôhai (Voz e Violão)
11. Chão de Giz (Voz e Violão)
12. Bicho de 7 Cabeças (Voz e Violão)
13. Vila do Sossego (Voz e Violão)
14. Rato do Porto (Voz e Violão)

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Ivinho ao vivo em Mountreux

Pernambucano,Ivson Wanderley gravou um LP-solo com o nome Ivinho Ao Vivo (Warner, 1979) e participou de Paebiru, álbum duplo de Lula Côrtes em dupla com Zé Ramalho, músico de primeira água participou da criação do grupo Ave Sangria, solista de mão cheia conhece como poucos um guitarra, bem como executa com prazer uma viola de 12 cordas nesse trabalho

1- TEIMOSIA
2- CLARÃO VERMELHO
3- MEDITAÇÃO
4- FREVO ÚNICO
5- PARTIDA DOS LOBOS

Gravado ao vivo no 12º Festival de Jazz de Montreux – Suíça, em Julho de 1978.
Djalma Correa: percussão

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Robertinho de Recife – Jardim Da Infância – 1ºLP

Robertinho de Recife, sem sombra de dúvida, foi um dos guitarristas brasileiros mais injustiçados pelo público, pela critica e principalmente pelas gravadoras. Ao longo de sua carreira já fez de tudo um pouco, acompanhou vários grandes nomes da MPB, passou por uma fase heavy, formou a “Bunda”, oops, digo, banda Yahoo (com o evidente intuito de colocar uns trocados no bolso), enfim, o cara é “cascudo” e hoje é produtor musical, arranjador e ao que parece nem pensa em voltar aos palcos (lamentavelmente).

Essa obra inaugural tem de tudo e muito mais e é a prova cabal dessa irremediável injustiça. Robertinho consegue mesclar e impor com maestria os ritmos brasileiros ao Jazz e ao Jazz-rock, é uma verdadeira façanha no que se refere a arranjo, composição e execução. É de uma beleza, complexidade e competência técnica e artística exemplar.

Preste atenção à música “Chamada”, é magnífica a fusão do som brasileiro com o mais genuíno jazz- rock ao estilo Mahavishnu. A perfeita integração do cello, do baixo acústico, do trumpete com a guitarra e a guitarra portuguesa é obra de quem sabe das coisas. Outras que impressionam são “Sinais”, “Idade Perigosa”, “Ao Romper D’Alva” e “Agrestina”.

Fagner foi o produtor dessa jóia e escolheu a dedo os músicos que participam desse trabalho, que conta com: Chico Batera, Marcio Montarroyos, Sivuca, Itiberê, Jamil Joanes, Nivaldo Ornellas, Wagner Tiso dentre outros.

O arquivo contém a capa, contracapa e encarte com a ficha técnica completa e individualizada por músicas.

Jardim Da Infância

Músicas:
1 – Frevo dos palhaços
2 – Jardim da infância
3 – Sinais
4 – Idade perigosa
5 – Ao romper D’Alva
6 – Chamada
7 -Acalanto para um punhal
8 – Agrestina
9 – Cor de rosa, cor do amor

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Robertinho no Passo -1978 com Hermeto Pascoal

Começou a carreira cedo, como guitarrista prodígio e virtuose. Aos 12 anos já se apresentava tocando com os pés. Na sua vida profissional já fez de tudo um pouco: tocou em bandas pop nos Estados Unidos; estudou música sacra no seminário; acompanhou alguns ídolos da Jovem Guarda, como Jerry Adriani e Rosemary; tocou blues, jazz e country em transatlânticos que faziam cruzeiros pela costa brasileira; foi músico de estúdio, tocando estilos radicalmente diferentes em discos de Hermeto Pascoal, Cauby Peixoto, Jane Duboc e Os Fevers; tocou música infantil e heavy metal; lançou o disco “Rapsódia Rock”, com shows que incluíam uma orquestra e em que se apresentava vestido de Mozart. Atualmente trabalha também como produtor (“Flor da Paraíba”, de Elba Ramalho).

Faixas:
01 Robertinho no passo (Hermeto Pascoal)
02 Nem um talvez (Hermeto Pascoal)
03 Vassourinha (Mathias da Rocha – Joana Batista Rocha)
04 Fogão (Sergio Lisboa)
05 Caboclinho (Hermeto Pascoal)
06 Frevo dos palhaços (Robertinho de Recife)
07 Arrecife (Robertinho de Recife)
08 Come e dorme (Nelson Ferreira)
09 Mundo novo (Hermeto Pascoal)
10 Abel (Hermeto Pascoal)

Ficha técnica:
Hermeto Pascoal – Piano Fender 88, Poly Moog, Oberheim, Sax Soprano
Herman Torres – Baixo, Badstone, Mutron IIIsrael Semente – Bateria, Caixa, Tímpanos
Pelé – Pandeiro
Itiberê Zwarg – Bass (tracks 1 , 8)
Sergio Boré – Percussão
Robertinho de Recife – Guitarras,Ecoplex,Mutron III,Octavider,Talk Box,Big Muff,Mutron II

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A Turma do Beco do Barato – Antologia 70

A Turma do Beco do Barato, projeto idealizado por Humberto Felipe, fã da Ave Sangria, acabou sendo a oportunidade de vários artistas registrarem algumas de suas composições pela primeira vez, após cerca de 30 anos. É o caso da Phetus, que finalmente gravou duas de suas canções até hoje inéditas em disco. E mesmo da Ave, que acabou em 1975 – quando já contava com repertório para um segundo LP – e contribui no CD com nada menos do que nove composições, apenas duas delas regravações. Os outros dois temas são de autoria de Lula Côrtes.
“Toda essa história ficou meio esquecida”, diz Humberto, explicando o porquê da realização do CD. “Tanto de gente de hoje quanto de quem viveu a época e não estava antenado.” Admirador da Ave Sangria, conta que, no início, pensou no trabalho como uma homenagem ao grupo com a participação de convidados. “Ao invés de ficar limitado a um nome, resolvi ampliar, não usar o nome Ave Sangria, mas pegar o mais representativo e fazer a Antologia 70”, resume.
faixas:
01 as estradas [lula côrtes]
02 vacas roxas [lailson]
03 vento vem [israel semente]
canta: marco polo e humberto felipe
04 marginal [marco polo]
05 dois navegante [almir de oliveira]
06 o pirata [marco polo]
07 dos inimigos [lula côrtes]
08 anjos de bronze [lailson]
09 fora da paisagem [almir de oliveira]
10 janeiro em caruaru/noturno nº0/mina do mar [marco polo]
todas as músicas são interpretadas por seus autores, exceto a faixa 3.
Download:
ENJOY